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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Brasil tem desmotivação policial ou gestão incompetente?

http://policiaedireitoshumanos.blogspot.com/2011/09/brasil-tem-desmotivacao-policial-ou.html

Brasil tem desmotivação policial ou gestão incompetente?

Esse texto tem aspectos ligados diretamente a realidade do nosso sistema de Segurança Pública, principalmente das dificuldades internas e externas que enfrentamos. Pensar sobre segurança pública é uma necessidade premente. Não há dignidade humana desatrelada do direito a segurança e isso inclui o direitos dos profissionais que trabalham e se submetem as duras provas diariamente. Muitas vezes perdemos a batalha para a violência, para a corrupção, perecemos e somos esquecidos. Chegamos tarde onde deveríamos estar onipresentes. Infelizmente a onipresença não é afeta a nós mortais, mas assim mesmo sentimos como se fosse nossa culpa. Mas será que é "somente" nossa culpa? 
Para pensar e refletir em sociedade.

Brasil tem desmotivação policial ou gestão incompetente

Por: Osvaldo Mattos (publicado em 23/08/2011 - www2.forumsegurança.org.br )

Todo ser humano necessita de motivações, quer seja no ambiente profissional ou na vida pessoal.
No caso das atividades de risco, este importante tema deve ser lembrado diariamente pelos gestores de comando e gerenciamento profissional.
Pensando bem sobre o assunto, resolvi escrever este artigo que destaca um momento muito particular que vivemos em relação a segurança pública. Que possa servir de reflexão para você que é inteligente e que como todo ser humano também é movido por motivações.
Os motivos pelos quais destaco os pontos a seguir são por perceber, convivendo com essa realidade policial, o quanto essa instituição é carente em vários aspectos, principalmente de uma história e de uma remuneração digna.

1. O grande efetivo dos policiais brasileiros são honestos, correm riscos constantes e ganham pouco.
2. Estes homens e mulheres são colocados diariamente nas ruas sem equipamentos de segurança adequados, com armamentos ultrapassados, treinamento insuficiente, reciclagem profissional quase que inexistente e péssima política de carreira e salários.
3. A grande maioria dos cabos, soldados e agentes de polícia moram em locais não condizentes com sua situação de agentes da lei, tendo como vizinhos marginais e traficantes.
4. Os quartéis e delegacias de policia são o exemplo maior do descaso e falta de respeito, antigos, mal tratados, sem conforto, ultrapassados e às vezes até sem condições de higiene.
5. Em alguns estados os policiais não recebem uniformes há mais de um ano e tem que trabalhar com as botas rasgadas, furadas e roupas esfarrapadas.
6. Existem policiais que só vieram a disparar um tiro após o término dos seus 6 meses de curso de formação, (caso dos praças), na rua e já em combate com os bandidos, ou seja no período de formação não conseguiram treinar por falta de verbas para comprar balas.
7. Os marginais a cada dia que passa têm menos respeito pelos policiais recebendo-os sempre à bala, assassinando e espancando quando identificam um policial nas ruas, mesmo que ele não esteja de serviço.
8. Os oficiais de alta patente e delegados cardeais que comandam as corporações são indicados por polí¬ticos e para garantirem os seus cargos, com gratificações, carros com motoristas e mordomias, evitam relatar a real situação de seus comandados para não gerar aborrecimentos aos governantes; resolvem sempre dizer que o necessário é comprar novas viaturas, criar e enfeitar grupos especiais e usar propaganda que o sistema está melhorando escondendo e modificando dados de violência. Sem falar às vezes que um policial é transferido ou desmoralizado por ter legalmente ferido os interesses políticos de alguns poderosos.
Ao longo de minha vida como filho, irmão, sobrinho, primo, cunhado de policiais; além de pesquisador do tema segurança há mais de 18 anos, tenho testemunhado e vivido situações extremamente constrangedoras, para exemplificar vou citar algumas:
Vários policiais já foram trabalhar sem conseguir tomar café da manhã com seus filhos e companheiros por falta do que comer; alguns policiais vivem com a família graças ao apoio de familiares e amigos, tenho amigos que moram de favor nos aposentos de empregadas de conhecidos, outros improvisam barracos em favelas, outros moram nas casas dos pais e alguns solteiros se submetem a morar em alojamentos imundos e mal cuidados dormindo em camas sem colchão ou até em chão forrados por papelão e pedaços de pano. Testemunhei viaturas paradas e sem poderem realizar rondas ostensivas por falta de pequenos consertos e com limitação de combustível. Várias recebem seguros irrisórios que não garantem nem um ano básico da família e sobrevivem com pensões que mal dão para se sustentar.
Os agentes de segurança pública brasileiros, arriscam suas vidas e dos seus familiares, diariamente, para prender infratores em flagrante delito, mas no outro dia esses marginais estão soltos nas ruas zombando dos policiais e praticando novos crimes, sem falar que às vezes terminam matando e ferindo os policiais que o prenderam. Por conta de uma impunidade constante e brechas jurídicas apoiados por advogados sem ética e financiados por marginais. Só para ilustrar no ano passado a policia prendeu em flagrante quase 200.000 pessoas e menos de 5% estão respondendo processo sendo a maioria em liberdade. A maioria dos assaltos, assassinatos, estupros e demais crimes são praticados por pessoas que já tinham passagem pela policia.
São inúmeros absurdos e descasos que os policiais são vítimas diariamente em todos os estados deste imenso país, uma realidade bem diferente de outros países que estão conseguindo reduzir os índices de violência. Temos uma política de total desmotivação policial.
É importante que a população tome conhecimento da realidade policial e, desta forma, possa participar, cobrando das autoridades uma maior valorização e qualificação da polícia e, conseqüentemente, possa exigir dela maiores responsabilidades.
Reflita que apesar de toda essa desmotivação a grande maioria dos nossos policiais continuam arriscando a vida, prendendo marginais, presentes em todos os recantos do Brasil.

(Osvaldo Matos- Publicitário, sociólogo e especialista em marketing e comércio exterior)

Conselhos comunitários de segurança: promessa participativa ou ameaça?

Conselhos comunitários de segurança: promessa participativa ou ameaça?

Fórum Brasileiro 31 de agosto de 2011 às 10:47h

Por Luciane Patrício*

A participação passa a ganhar valor e sentido nas relações sociais e nas relações entre Estado e sociedade no Brasil a partir da década de 70. É a carta magna de 88 que prevê o direito da sociedade de articular com os órgãos de governo a formulação, implementação e acompanhamento das políticas públicas, colocando em pauta a participação popular na gestão e no controle da administração pública.

Normalmente definidos como espaços consultivos cujo objetivo é, dentre outros, aproximar as instituições policiais da sociedade, fazendo com que esta passe a contribuir com o controle e a redução da violência e da criminalidade, os conselhos comunitários de segurança representam um desses mecanismos de participação social inventados pelo Estado com o objetivo de fazer com que a população contribua na gestão das políticas públicas de segurança.


Não se trata de uma tarefa trivial. População e suas polícias permaneceram distantes durante décadas e este distanciamento pode ser explicado por diferentes razões. No nosso caso a chamada “segurança pública” durante muitos anos foi vista mais como uma faculdade do Estado do que um “direito social” propriamente dito. A “segurança pública” foi muito tardiamente pensada como algo que deveria ser compartilhado com os cidadãos.

A invenção dos conselhos comunitários de segurança data do início da década de 80, mas esta experiência é intensificada e disseminada no Brasil a partir de 2002, ano que coincide com publicação de modificações na lei do Fundo Nacional de Segurança Pública. A bibliografia sobre o tema reconhece o caráter híbrido dos conselhos, visto que congrega, no mesmo espaço sócio-político, atores do Estado, do governo, da “sociedade civil organizada” e da comunidade política como um todo. Esse modo sui generis proporciona à comunidade uma espécie de “tempo de participação na política”, diferente e independente do “tempo das eleições”, permitindo aos seus atores o seu “dia de cidadão”, atribuindo ao conselho um lugar onde é possível observar um processo pedagógico voltado para a criação de um tipo de cidadão, um “cidadão-participante”.

No entanto, a institucionalização dos conselhos comunitários de segurança como política participativa não é objeto de consenso. Ainda que seja reconhecido seu caráter inovador, não raro a bibliografia disponível sobre o tema aponta para a existência de estratégias de privatização do direito à segurança na sua composição e no interior das reuniões. Outro aspecto mencionado reside na baixa capacidade dos conselhos de influenciarem na solução dos problemas concretos apontados pelos moradores da região, ou ainda a reificação de discursos preconceituosos e de estereótipos de determinados sujeitos, como “prostitutas”, “pobres”, “favelados”, “viciados” e “mendigos”, apenas para dar alguns exemplos.

De uma forma ou de outra, o conselho comunitário de segurança não deve ser interpretado simplesmente como uma grande promessa à democracia participativa ou, em contrapartida, como uma grande ameaça. É importante perceber o conselho comunitário de segurança como um espaço que permite que novas práticas e novos sentidos da participação sejam dramatizados, para além dos objetivos planejados pelo governo. As práticas de preparação da reunião, as performances de distribuição da palavra e da escuta, as discussões que são encenadas nos encontros e as estratégias de manutenção deste espaço revelam uma interessante experiência.

Se é correto afirmar que a cidadania é algo que se aprende a partir do compartilhamento de espaços de negociação e construção constantes, os conselhos também podem ser compreendidos como um lugar de aprendizado deste tipo de cidadania que se pretende exercer, onde mestres e aprendizes se revezam em diferentes estágios de iniciação.

*Luciane Patrício é membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e integrante do Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT/InEAC). Antropóloga, servidora da Secretaria Nacional de Segurança Pública e professora da Universidade Católica de Brasília

Extraído de: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/conselhos-comunitarios-de-seguranca-promessa-participativa-ou-ameaca, em 31 ago 2011.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PSDB retira mais de 78 milhões da Secretaria de Segurança Pública

terça-feira, 6 de setembro de 2011

/ On : Terça-feira, Setembro 06, 2011 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com
 
Será esse o perfil que  um governo verdadeiramente preocupado com a vida e segurança de seus cidadãos deveria ter?????


  
Publicado pelo PT na Assembleia:

Governo de SP retira mais de R$ 78 milhões da Secretaria de Segurança 

A população do Estado de São Paulo assiste acuada ao crescimento da criminalidade. Os ataques a caixas eletrônicos aumentam assustadoramente. Levantamento da imprensa apurou que, de janeiro até agora, 105 casos de ataques a estes equipamentos aconteceram no período noturno, somente na Região Metropolitana de São Paulo. Foram 50 ações na Capital e 55 na Grande São Paulo. Em 72 dos 105 casos, os bandidos utilizaram explosivos; e em 36 deles as máquinas estavam instaladas dentro de supermercados. O interior do Estado também tem sofrido com este tipo de crime.
O governo do Estado permanece omisso. Faltam investimentos em inteligência policial, essencial na prevenção e repressão ao crime organizado.
O orçamento da secretaria para 2011, previsto em lei, era de R$ 11,9 bilhões. De janeiro até agora, o governo tucano retirou mais de R$ 78 milhões para suplementar outros órgãos do Estado.
“Este é o reflexo da falta de uma política de Segurança Pública para o Estado de São Paulo”, destaca o líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Enio Tatto.

Riscos ao cidadão

Nas explosões dos caixas, além do intolerável crime ao patrimônio, os bandidos expõem o cidadão comum ao risco de perder sua vida, em uma destas explosões.
Os caixas eletrônicos fora dos bancos que, antes, eram uma comodidade para a pessoa que, em qualquer horário, e em vários pontos comerciais, poderia retirar dinheiro. Agora, está o comércio sob o risco de ser alvo de uma explosão, seus funcionários, os frequentadores e as pessoas passam ou moram no entorno.

Só nas últimas 48 horas

Quatro caixas eletrônicos foram atacados por criminosos, na madrugada desta quinta-feira (1/9). Dois na Zona Sul da Capital, um no município de Jacareí e outro em Rio Claro. Em todos os casos, os bandidos explodiram os caixas, estavam fortemente armados e conseguiram fugir levando parte de dinheiro.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ciência para todos

http://comfuturobr.org/


Ciência para todos

A Comissao do Futuro da Ciencia Brasileira (CFCB) foi criada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia como um orgão consultivo cuja missão central é traçar um diagnóstico do estado atual da pesquisa cientifica no país e oferecer sugestões e propostas  visando ampliar o papel que a ciencia brasileira terá no desenvolvimento economico e social do Brasil.

Como forma de democratizar os trabalhos da CFCB, esta rede foi criada para que toda a sociedade brasileira possa participar das deliberações da comissão,
oferecendo sugestões, propostas e descricões dos problemas enfrentados por estudantes e pesquisadores por todo o país.

Marcha pelo Estado Laico - Não serão marchas contra religiões, mas sim a favor da liberdade

 http://marchaestadolaico.wordpress.com/2011/08/17/%E2%80%A2-voce-sabe-o-que-significa-estado-laico/

Marcha Pelo Estado Laico dia 21/08 – Fatos que mostram desrespeito à Constituição

Por Marcelo Gerald

A humanidade, por  muito tempo sofreu com a imposição de crença  e falta de liberdade, em vários momentos da história a liberdade crítica e de pensamento estiveram ameaçadas, no Brasil recente esta realidade fez parte da  Ditadura Militar, em que qualquer música, livro, publicação que fosse tida como como ameaça ao Estado era banida e censurada.
Não é raro ao longo da história a imposição de dogmas religiosos a toda a população e por onde isto aconteceu se observou pouco avanço tecnológico, filosófico e  cultural, enquanto a imposição aconteceu.
Qualquer pessoa que pensasse diferente da religião dominante, ou que lesse um livro proibido poderia ser queimada na fogueira.  Não vejo muita diferença desta  proibição da recente suspesaão do kit anti-homofobia ou pior, da proibição de divulgar qualquer material que contenham conteúdo LGBT, aprovada em São José dos Campos . O projeto carece de fundamento científico pois prevê a proibição de qualquer material que incentivaria a homossexualidade. Orientação sexual não pode ser mudada ou estimulada.
Nesta mesma linha seguiu a presidenta Dilma que cedendo aos evangélicos disse que o governo não iria estimular ” Opções sexuais” (sic) e suspendeu o programa escola sem homofobia. Ignorando estudo que apontava alto índice de homofobia e transfobia entre alunos e educadores.
O que parece nestes projetos, que querem, não só o deireito de humilhar e debochar de um grupo, mas de excuí-lo socialmente o condenando a invisibilidade.
Não há muita diferença destas leis atuais com a proibição de obras literárias na Idade Média, ou a  Censura  na época da Ditadura, porque o que todas estas proibições perseguem é a liberdade de pensamento, sobretudo o pensamento crítico.
Se um grupo religioso impõe uma verdade baseado no que está em escritos sagrados o que se impõe é um dogma. “Dogmatismo é recusa de pensar e fundamentalismo, raiva de quem pensa.” (Pastor Gondim no twitter)
A declaração universal de Direitos Humanos garante  a liberdade de crença e pensamento, mas muitos vem usando mal desta para impor o que acreditam e não respeitar diferenças. Nem toda  ideia é boa para ser defendida e a todos deve ser permitido crítica, caso contrário não há que se falar em liberdade de pensamento.
Criticar algo não impede que este algo exista, porém usar de um dogma pra discriminar sim.Pode excluir um grupo socialmente. Ou excluir qualquer chance de diversidade cultural.
Ter o direito de criticar fortalece o Estado democrático. Se numa sociedade está proibido discutir qualquer assunto sob acusação de apologia ao aborto, às drogas, à homossexualidade, não podemos falar em liberdade e sim em fundamentalismo.
O Estado erra quando deixa  de cumprir seu papel, que é garantir as liberdade e garantias fundamentais de todas cidadãs e cidadãos para atender um grupo religioso.
O que vem acontece no Brasil é que muitas lideranças, sobretudo as evangélicas trabalham para a implementação de um Estado fundamentalista e a serviço de suas vontades, todos que são diferentes do que eles julgam corretos estão excluídos desse projeto de Estado.
Pesquisa recente aponta que 58% dos líderes evangélicos desejam que a Bíblia substitua a Constituição e para muitos deles homens não podem ter cabelos compridos, nem usar brincos, mulheres não poderiam usar maquiagem excessiva, nem cabelos curtos e os pastores deveriam indicar o que pode ser visto na TV. Ou seja nada de diversidade, nesta sociedade as pessoas devem seguir um padrão de aparência e de consumo.
A Religião tem servido no Brasil para ocultar a corrupção, para desviar o foco e manipular a sociedade, enquanto isso o radicalismo das ideias ultraconservadoras avançam. Se não forem freadas agora, poderá ser tarde.
Apenas para citar alguns exemplos do que está ocorrendo:
Alguns exemplos de projetos de lei e atos administrativos que afrontam à Constituição:
“Projeto de lei nº 280/2011, que “dispõe sobre a proibição de divulgação de qualquer tipo de material, que possa induzir a criança ao homossexualismo”, de autoria do vereador evangélico Cristóvão Gonçalves, de São José dos Campos. Multa de R$1000,00 pra quem descumprir a lei.”
Projeto orgulho Hétero – SP A justificativa que se diz cristã é homofóbica e sugere discriminação de homossexuais. Sugere limitações à liberdade de LGBTs.
Projeto de Resolução que determinada obrigatoriedade de leitura de versículo bíblico antes de cada sessão na Câmara dos Deputados (PRC 4/1999) e no Senado Federal (PRS 10/2007)
Projeto de Lei (873/1999) que obriga leitura de versículos bíblicos antes de cada aula nas escolas públicas de SP
Projeto de Lei (256/2011) que obriga todos estabelecimentos de ensino (públicos e privados) do Estado de SP a fixar crufixos em local e em tamanho de fácil visualização, em área de circulação.
Emenda ao projeto de lei acima obrigando também os estabelecimentos de ensino públicos e privados de SP a exporem uma Bíblia em cima da mesa de cada sala de aula.
Projeto de Lei (PL 7924/2010) que determina que só terão validade legal os casamentos celebrados por instituições religiosas. (este projeto afronta a Constituição que diz que o casamento é civil, exclui ateus e agnósticos de terem direitos plenos)
Projeto de Lei (PL 1021/2011) que institui o “Programa Nacional PAPAI DO CÉU NA ESCOLA”
Projeto de Lei (1118/99) que obriga os alunos das escolas estaduais de ensino fundamental do Rio de Janeiro a lerem versículos bíblicos antes do início de cada aula.
Lei 5.998/2001, sancionada pelo governador Sergio Cabral, que obriga todas as bibliotecas do Rio de Janeiro a manterem exemplares da Bíblia, sob pena de multa.
Projeto de Lei (279/1999) que obriga as concessionárias de serviços públicos no Estado do Rio de Janeiro a imprimirem a inscrição “DEUS SEJA LOUVADO” de forma clara e legível na parte frontal das contas mensais de serviços prestados.
Projeto de Lei (11.867/2011) inclui a Bíblia como material escolar fornecido pela prefeitura de Maringá/PR e institui a Semana Interdisciplinar de Estudos Bíblicos na Rede Municipal de Ensino.
Um caso que chamou atenção para estes fatos, mas desta vez envolvendo a Religião Católica e o Judiciário, aconteceu na Bahia, um jovem de 17 anos foi condenado a frequentar a missa. O bom senso desta vez veio do sacerdote que disse:
“Nunca vi uma coisa assim e estou surpreso. Se eu tivesse sido consultado antes, não acolheria porque religião é algo livre, que vai da consciência da pessoa, e não imposta –hoje a luta é por isso”
Por causa de fatos, como os citados acima é que vamos marchar em várias capitais.

Confira calendário: http://marchaestadolaico.wordpress.com/2011/08/02/calendario-das-marchas-pelo-estado-laico-no-brasil/

Em Agosto teremos em São Paulo e Recife no dia 21. Rio de Janeiro no dia 25, Curitiba no dia 27 e Florianópolis no dia 30. Em novembro haverá marcha em Brasília no dia 30.

Não serão marchas contra religiões, mas sim a favor da liberdade, nesta marcha haverá pessoas de todos partidos políticos, judeus, evangélicos, católicos, mulçumanos, espíritas, budistas, hare krishnas, espíritas, umbandistas, ateus. Não defenderemos, nem atacaremos religiões, mas a nossa liberdade de acreditar sem a intervenção do Estado, sem que a crença de cada um interfira na do outro.
A Religião tem servido no Brasil para ocultar a corrupção, para desviar o foco e manipular a sociedade, enquanto isso o radicalismo das ideias ultra conservadoras de direita avançam e se não for freada poderá ser tarde.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Resistência seguida de morte???? Será mesmo????

 
Infelizmente o Brasil AINDA é um país militarizado, indo de encontro a um sistema de segurança modernizado e democrático. O país precisa, urgentemente, rever esse sistema. O ideal seria uma CARREIRA ÚNICA, civil,  e que desse a possibilidade para todos seus integrantes chegarem, por meio de concursos internos, aos cargos mais elevados dentro da instituição. Todos sabem disso, mas o que será que impede de que os 'experts' nessa área avancem com projetos e programas visando a implantação de uma 'polícia de carreira única', mais uniforme e democrática, visando beneficiar a sociedade, ou seja, o povo brasileiro?
Militarismo é retrógrado. Poucos, porém fortes, querem sua permanência, haja vista AINDA a sua existência. Esse regime, cabe apenas às Forças Armadas.


 

17/08/2011 - 08h00

Versão de PM para crime é desmentida por vídeo; assista


Imagens gravadas com um telefone celular segundos depois de um policial militar atirar contra um homem ajudaram a desmontar a farsa inventada pelo soldado para tentar justificar a morte.
Na gravação é possível ouvir quando os moradores da rua onde o crime ocorreu dizem ter sido "covardia", "uma execução". A pessoa responsável pela gravação foi ameaçada de morte.
Nove testemunhas já foram interrogadas pela polícia e também têm medo de morrer.
Eduardo Cardoso Lima, 29, foi baleado seis vezes pelo PM Dionel José Ferreira de Mello, 42, na tarde do feriado de 1º de maio, em Santo André, no ABC Paulista.
Os PMs Sara Barros Souza e Cristiano Gimenez Barreto são investigados sob suspeita de ter demorado propositalmente para levar Lima até um hospital. A suspeita é a de que o socorro demorou 50 minutos, apesar de os dois PMs terem chegado ao local do crime um minuto após a central da PM ter sido acionada por moradores da área.
Na versão do PM Mello, agora preso no Presídio Militar Romão Gomes, Lima foi baleado ao atacar o policial quando ele, fora do horário de trabalho, deixava uma padaria onde bebia.
Inicialmente, por conta da versão dado pelo PM Mello, a morte de Lima foi tratada como uma "resistência seguida de morte", denominação inexistente no Código Penal que, quando usada pela PM, coloca quem morreu como investigado/autor e, por consequência, quem matou é tratado como a "vítima".
Ao investigar o passado dos dois, a Polícia Civil descobriu a armação do PM e o acusou de ter atirado para se vingar de Lima por acreditar que ele furtou duas câmeras de segurança de sua casa.
A suspeita fez até com que o PM Mello, 15 dias antes de matar Lima, registrasse um boletim de ocorrência de ameaça. O PM disse que Lima prometeu matá-lo.
À Polícia Civil, o PM Mello disse que Lima tentou atacá-lo com duas pistolas (uma calibre 45 e outra calibre 6.35).
Exames periciais apontaram que essa mesma pistola calibre 45 foi usada para assassinar em março deste ano André Luís Gomes de Souza, 42, investigador da Polícia Civil que trabalhava no 1º DP de Santo André. A polícia investiga que, horas antes de ser morto com a calibre 45, Souza encontrou o PM Mello.
334 MORTOS POR PMs
Entre janeiro e junho deste ano, 334 pessoas foram mortas por PMs (em serviço ou não) no Estado de São Paulo. Média diária de 1,85. Desse total, 241 foram em "resistência seguida de morte em serviço", ou seja, quando os PMs estavam trabalhando.
O PM Mello já se envolveu em mais de uma dezena de casos que resultaram em mortes, segundo a Polícia Civil. Ao revistar sua casa, foram apreendidas dezenas de fotografias de homens e mulheres espancados, mortos, presos e algemados.
OUTRO LADO
O advogado Welton Orlando Wohnrath, defensor do policial militar Dionel José Ferreira de Mello, diz que ele "agiu em legítima defesa ao atirar" contra Eduardo Cardoso Lima. "Meu cliente entrava no carro e foi atacado. Ele atirou para se defender", disse.
Num primeiro momento, Wohnrath disse que o PM Mello e Lima não se conheciam. Ao ser informado sobre o registro da ameaça que o policial disse ter sofrido de Lima, ele voltou atrás.
Sobre os mais de dez casos em que o PM Mello se envolveu e que resultaram em mortes, o advogado disse que todos foram legítimos e dentro do cumprimento de suas funções como policial. "Tanto é que ele [Mello] nunca foi condenado por nada. Ele é primário".
Ao falar sobre as fotos de homens e mulheres mortos, espancados, presos e algemados encontradas na casa do PM Mello, Wohnrath disse que os "superiores do policial ordenavam que essas imagens fossem feitas para investigações do serviço reservado da corporação".
Procurados ontem, os PMs Sara Barros Souza e Cristiano Gimenez Barreto, investigados sob suspeita de demorar para socorrer Lima, não foram localizados. À Polícia Civil, eles disseram que não ocorreu demora no socorro.
Segundo os dois PMs, os registros da entrada de Lima no hospital apontam 50 minutos de diferença em relação ao momento em que eles chegaram no local do crime porque esse foi o tempo gasto até o preenchimento da ficha de atendimento do baleado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011