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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Resistência seguida de morte???? Será mesmo????

 
Infelizmente o Brasil AINDA é um país militarizado, indo de encontro a um sistema de segurança modernizado e democrático. O país precisa, urgentemente, rever esse sistema. O ideal seria uma CARREIRA ÚNICA, civil,  e que desse a possibilidade para todos seus integrantes chegarem, por meio de concursos internos, aos cargos mais elevados dentro da instituição. Todos sabem disso, mas o que será que impede de que os 'experts' nessa área avancem com projetos e programas visando a implantação de uma 'polícia de carreira única', mais uniforme e democrática, visando beneficiar a sociedade, ou seja, o povo brasileiro?
Militarismo é retrógrado. Poucos, porém fortes, querem sua permanência, haja vista AINDA a sua existência. Esse regime, cabe apenas às Forças Armadas.


 

17/08/2011 - 08h00

Versão de PM para crime é desmentida por vídeo; assista


Imagens gravadas com um telefone celular segundos depois de um policial militar atirar contra um homem ajudaram a desmontar a farsa inventada pelo soldado para tentar justificar a morte.
Na gravação é possível ouvir quando os moradores da rua onde o crime ocorreu dizem ter sido "covardia", "uma execução". A pessoa responsável pela gravação foi ameaçada de morte.
Nove testemunhas já foram interrogadas pela polícia e também têm medo de morrer.
Eduardo Cardoso Lima, 29, foi baleado seis vezes pelo PM Dionel José Ferreira de Mello, 42, na tarde do feriado de 1º de maio, em Santo André, no ABC Paulista.
Os PMs Sara Barros Souza e Cristiano Gimenez Barreto são investigados sob suspeita de ter demorado propositalmente para levar Lima até um hospital. A suspeita é a de que o socorro demorou 50 minutos, apesar de os dois PMs terem chegado ao local do crime um minuto após a central da PM ter sido acionada por moradores da área.
Na versão do PM Mello, agora preso no Presídio Militar Romão Gomes, Lima foi baleado ao atacar o policial quando ele, fora do horário de trabalho, deixava uma padaria onde bebia.
Inicialmente, por conta da versão dado pelo PM Mello, a morte de Lima foi tratada como uma "resistência seguida de morte", denominação inexistente no Código Penal que, quando usada pela PM, coloca quem morreu como investigado/autor e, por consequência, quem matou é tratado como a "vítima".
Ao investigar o passado dos dois, a Polícia Civil descobriu a armação do PM e o acusou de ter atirado para se vingar de Lima por acreditar que ele furtou duas câmeras de segurança de sua casa.
A suspeita fez até com que o PM Mello, 15 dias antes de matar Lima, registrasse um boletim de ocorrência de ameaça. O PM disse que Lima prometeu matá-lo.
À Polícia Civil, o PM Mello disse que Lima tentou atacá-lo com duas pistolas (uma calibre 45 e outra calibre 6.35).
Exames periciais apontaram que essa mesma pistola calibre 45 foi usada para assassinar em março deste ano André Luís Gomes de Souza, 42, investigador da Polícia Civil que trabalhava no 1º DP de Santo André. A polícia investiga que, horas antes de ser morto com a calibre 45, Souza encontrou o PM Mello.
334 MORTOS POR PMs
Entre janeiro e junho deste ano, 334 pessoas foram mortas por PMs (em serviço ou não) no Estado de São Paulo. Média diária de 1,85. Desse total, 241 foram em "resistência seguida de morte em serviço", ou seja, quando os PMs estavam trabalhando.
O PM Mello já se envolveu em mais de uma dezena de casos que resultaram em mortes, segundo a Polícia Civil. Ao revistar sua casa, foram apreendidas dezenas de fotografias de homens e mulheres espancados, mortos, presos e algemados.
OUTRO LADO
O advogado Welton Orlando Wohnrath, defensor do policial militar Dionel José Ferreira de Mello, diz que ele "agiu em legítima defesa ao atirar" contra Eduardo Cardoso Lima. "Meu cliente entrava no carro e foi atacado. Ele atirou para se defender", disse.
Num primeiro momento, Wohnrath disse que o PM Mello e Lima não se conheciam. Ao ser informado sobre o registro da ameaça que o policial disse ter sofrido de Lima, ele voltou atrás.
Sobre os mais de dez casos em que o PM Mello se envolveu e que resultaram em mortes, o advogado disse que todos foram legítimos e dentro do cumprimento de suas funções como policial. "Tanto é que ele [Mello] nunca foi condenado por nada. Ele é primário".
Ao falar sobre as fotos de homens e mulheres mortos, espancados, presos e algemados encontradas na casa do PM Mello, Wohnrath disse que os "superiores do policial ordenavam que essas imagens fossem feitas para investigações do serviço reservado da corporação".
Procurados ontem, os PMs Sara Barros Souza e Cristiano Gimenez Barreto, investigados sob suspeita de demorar para socorrer Lima, não foram localizados. À Polícia Civil, eles disseram que não ocorreu demora no socorro.
Segundo os dois PMs, os registros da entrada de Lima no hospital apontam 50 minutos de diferença em relação ao momento em que eles chegaram no local do crime porque esse foi o tempo gasto até o preenchimento da ficha de atendimento do baleado.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Simplesmente sem palavras!!!

Um canto, uma poesia....




Apenas para refletirmos...

Tânia Alencar



As razões para a superlotação e as panes do Metrô de SP.

http://transparenciasaopaulo.blogspot.com/2011/08/as-razoes-para-superlotacao-e-as-panes.html

quarta-feira, 10 de agosto de 2011


/ On : Quarta-feira, Agosto 10, 2011 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com
(do Transparência SP)

A revista Carta Capital publicou importante matéria sobre o Metrô paulista. No momento em que o governo Alckmin vem propagandeando que vai criar novas linhas nos próximos 4 anos, o que vemos, na realidade, é a superlotação e panes constantes no transporte metropolitano.
Os grandes jornais preferiram comprar a pauta governista. Não se deram ao trabalho de verificar se nos governos anteriores o planejamento de longo prazo foi realmente cumprido. Se examinassem, descobririam que os investimentos previstos não foram cumpridos.
A matéria da Carta Capital aborda esta questão em detalhes. Só faltou explicar que os problemas no atraso das obras do Metrô de SP representam apenas mais uma consequência da política de "ajuste fiscal permanente" praticada pelos governos tucanos nos últimos 16 anos. Dentro desta política, o corte nos investimentos sempre cumpriu papel central.
Os resultados estão aí: atrasos na ampliação do Metrô, do saneamento, do Rodoanel, da política habitacional, etc.
Depois de 15 anos de paralisia dos investimentos, as obras que são entregues já se apresentam saturadas.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Piano na Sé. Uma idéia, um caminho e a solução.

http://www.youtube.com/watch?v=LwoRJrgRw6Q&feature=player_embedded
(metrô Sé em 02/08/2011) 



http://www.youtube.com/watch?v=shhCchHsbUA 
(aqui o mesmo jovem no metrô Santana em data anterior) 


Ontem foi um dia muito longo. Após 12 horas de plantão, sai às 7h20  do meu trabalho. Cheguei em casa às 8h15, mas só consegui pegar no sono por volta das 10h da manhã e às 13h já havia acordado. Estava ansiosa, pois tinha uma série de coisas para fazer. E seria, também, meu primeiro dia de aula de inglês a começar às 18h30. Sabia que se pegasse no sono profundo  poderia perdê-la.
Embora me sentindo muito, muito cansada enfrentei mais uma corrida  de metrô,  lotado,  de fim de tarde rumo à estação Sé. Encontrei-me com meu filho que fará  aulas comigo. Seu corpo, seu rosto refletia o estresse e o baque de um longo dia, uma longa jornada numa universidade em que trabalha.
A aula foi bastante proveitosa. A professora é animada e tem uma excelente didática. Por algum tempo esquecemos o quanto queríamos estar de pijamas sentados no sofá de casa.
Bem, a aula terminou e rumamos à estação Sé do metrô como que carregados pelo desejo sobre-humano de chegarmos ao nosso lar. No caminho,  as ruas escuras  e sujas, pessoas moribundas, outras nem tanto, enfileiradas para receberem uma porção de sopa, talvez seu único alimento do dia, graciosamente oferecida por um grupo de uma instituição religiosa. A situação mostrava claramente  o desmazelo do poder público em cuidar melhor de sua sociedade. Depois disso, certamente, cada um  procuraria  um canto nas calçadas  para se acomodar e alí passar sua noite. Triste, muito triste. Eu sabia que o meu cobertor juntamente com uma caneca de leite quente me esperava e,  para àqueles apenas um papelão, folhas de jornal ou um farrapo de pano os aguardava.
Chegando ao metrô, ainda com aquela cena em mente, fui subitamente envolvida por uma sonoridade agradável que contrastava com o ruído agudo dos trilhos do trem. Era um jovem rapaz, que mais parecia um skatista, um grafiteiro, menos um pianista. Eu e meu filho paramos por alguns minutos, suficientes para escutá-lo tocar Billionaire (Bruno Mars) e, em seguida,  Firework (Katy Perry). Dedilhava cada nota com tamanha habilidade e destreza que facilmente poderia nos presentear, algum dia, com “Clair de Lune”, de  Debussy ou ”Moonlight Sonata” de Beethoven. Olhando aquele rapaz, lembrei-me de um artigo que havia lido no dia anterior sobre o envolvimento de crianças,  adolescentes e jovens com a criminalidade. Esse rapaz, pianista anônimo na praça da Sé, foi agraciado com a oportunidade de aprender a tocar um instrumento. Provavelmente, seus olhos, seus sentidos percebem a vida de uma forma muito diferente de outros que com a mesma tenra idade foram empurrados para o lado negro da sociedade. Pois a arte nos engrandece, nos leva a outras dimensões. Aguça nossa criatividade, adoça a nossa forma de encarar a vida.
Fiquei pensando: o que falta para que o Estado perceba que a sociedade somente será salva se dedicarmos respeito aos nossos jovens? E que tipo de respeito é esse?  
É darmos uma educação de qualidade. Inserirmos,  desde cedo,  a “ARTE”  nas grades curriculares de nossas crianças. Seja plástica, cênica, literária ou musical. O Brasil é um país artístico. É de Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Rinaldo Silva; de Grande Otelo, Oscarito, Paulo Autran, Marília Pera , Fernanda Montenegro; de Carlos Drummond, Mário Quintana, Cecília Meireles; de Cartola, Pixinguinha, Tom Jobim, Chico Buarque, Sivuca. E mais centenas de nomes, aqui, impossíveis de elencar.  A ‘ARTE’ está em  nossas entranhas, bastando somente estimular para que ela insurja.
Então, caríssimo anônimo pianista da estação Sé, meus parabéns. Bravo! Bravo! Você é o maior e melhor exemplo do que seria uma sociedade de jovens abastados de riqueza artística. Provavelmente com cidadãos  mais conscientes, independentes, intelectualizados e com senso crítico  mais  apurado.
Enfim, a solução nós temos. O caminho conhecemos.  É necessário apenas que os detentores do poder o usem para o bem comum, para a coletividade.

Tânia Alencar, funcionária pública, plantonista, mãe e cidadã em busca de uma sociedade melhor.

domingo, 31 de julho de 2011

Adolescentes são, cada vez mais, atraídos pelo crime - "Não entraram nas vias da violência, simplesmente nunca estiveram fora delas."

Atualmente, essa é uma realidade nacional. Infelizmente, nenhum estado difere do outro no quesito criminalidade. Cada ano que passa constatamos o crescente número no envolvimento de adolescentes em crimes como roubo seguido de morte (latrocínio), tráfico de entorpecentes, entre outros.

Enquanto o Estado não der uma maior assistência à criança e ao adolescente, priorizando a educação,  além de lançar projetos sociais voltados ao esporte e à cultura, esse quadro não será revertido.

Todo mundo sabe o que tem que ser feito. Até mesmo a minha filha de 15 anos já argumentou sobre a questão. 

O que será que falta para os que tem o poder nas mãos tomarem medidas mais eficientes para mudar essa situação?

Pensem nisso e cobrem seus parlamentares e governates. Afinal, a  verdadeira segurança pública começa na infância.

Tânia - escripol em SP

 

http://www.ojornalweb.com/2011/07/31/adolescentes-sao-cada-vez-mais-atraidos-pelo-crime/

Adolescentes são, cada vez mais, atraídos pelo crime


Adolescentes estão envolvidos no assalto seguido de morte de 
policial federal (Foto: Marco Antônio)Adolescentes estão envolvidos no assalto seguido de morte de policial federal (Foto: Marco Antônio)
Flávia Batista

Eles trocaram os livros pelas armas; os brinquedos pelas balas; o sonho de ser jogador de futebol, bombeiro ou médico pelo ideal de liderar o tráfico, de chefiar o grupo criminoso da região onde vivem. São adolescentes, alguns recém saídos da infância e já são procurados por crimes de gente grande. Não brincam de mocinho e bandido. Deixaram a diversão de lado e viraram bandidos de verdade, de armas em punho, dispostos a matar. São temidos por uns e explorados por outros. Têm a vantagem da idade, da tenra idade e de um estatuto que, de certa forma, lhes dá a benesse de tentar outra vez ou, na pior das hipóteses, de poder pagar pela vida bandida com penas mais brandas. Mas ainda assim são crianças. Indivíduos ainda em formação e que não tiveram a chance de escolher qual caminho queriam seguir. Não entraram nas vias da violência, simplesmente nunca estiveram fora delas. As explicações são muitas e são complexas. De um lado, há quem defenda a redução da idade penal como forma de chamá-los à responsabilidade dos seus atos. Do outro, há quem enxergue nisso apenas a repressão e a institucionalização de uma “escola de formação de criminosos”. Mas há um ponto comum para as duas linhas de pensamento: a educação é fator decisivo para a mudança dessa realidade cruel que assola Alagoas e que tende a transformar nossas crianças em assassinos impiedosos.

Sem política de inserção social, crime vira saída

O mundo da violência consegue recrutar, cada vez mais cedo, jovens para atuar em crimes que vão de roubos, pequenos furtos e até assassinatos. São meninos de 12, 13, no máximo 16 anos, que servem ao tráfico, à mão armada, como fiéis escudeiros. Nasceram e viveram todos os seus breves anos numa realidade de “guerra civil pela sobrevivência”. O resultado disso não poderia ser outro, até porque eles não conhecem outra realidade: se transformam em criminosos, dispostos a tudo para alcançar seus objetivos.
“Esses jovens são reflexo da sociedade onde estão inseridos. Vivem numa situação de violência, sem comida, sem estudo, sem saúde. Quem oferece as melhores condições para eles são as suas relações ilícitas. Tudo, todas as circunstâncias os preparam para assumirem um lugar na marginalidade”. As palavras são da socióloga Belmira Magalhães.

Sem estrutura, as crianças “sobram”
Vivendo em condições adversas – vendo pais desempregados, frustrados e bêbados -, na maioria das vezes, a violência doméstica é uma rotina: as crianças crescem sendo espancadas e vendo pais e mães irem às vias de fato quase que rotineiramente.
Sem ter controle dos responsáveis ou escolas onde possam aprender as regras da sociedade, as crianças conhecem a rua, ficam vulneráveis aos perigos, à mercê da ação da marginalidade. “A sociedade não pode cobrar que essas pessoas sejam seres humanos se elas vivem na barbárie. Não é dada a elas a chance de escolher se querem ser criminosos. Esta é a única possibilidade que conhecem”, afirmou Belmira Magalhães.
A falta de uma estrutura que acolha a sociedade e dê condições para homens e mulheres lutarem por uma vida digna é uma das causas do crescimento da violência, segundo apontou a promotora da Infância e da Juventude, Alessandra Beurlen. A representante do Ministério Público Estadual afirma que não vê uma política de enfrentamento real e específica que interrompa o envolvimento da juventude na criminalidade. “O que temos visto, de forma bem acanhada é a implementação de políticas educacionais. Mas de forma muito lenta, incapaz de acompanhar o avanço desenfreado do envolvimento de crianças e adolescentes com o mundo do crime”, avaliou a promotora.
Enquanto estas políticas estruturantes não são implantadas, pais e mães que precisam trabalhar e não têm onde deixar seus filhos. “Precisamos de escolas e creches públicas em tempo integral para que meninos e meninas tenham seu tempo ocupado, sem dar chance de criminosos atuarem”, afirmou. O que Alagoas carece, na visão do Ministério Público, é de ações que impeçam que o crime tenha acesso às crianças. “É mais que uma política de educação. O Estado carece de uma política de investimento nas famílias, em que mães e pais possam sair de suas casas para trabalhar e deixem seus filhos em segurança”.

Casos chocantes com adolescentes protagonistas
Na semana passada, durante a ocupação do conjunto Carminha, no complexo Benedito Bentes, um dos líderes do grupo que comanda o tráfico numa das regiões mais violentas de Maceió foi conhecido pela sociedade. O adolescente de 16 anos, conhecido como Vovô, é o chefe do pedaço. Experiência não falta ao rapaz, que conseguiu se antecipar à mega operação montada pela polícia e deixou sua casa, sem deixar rastro. Nem os 130 homens treinados da polícia foram capazes de encontrara o garoto.
Através das fotos que foram divulgadas pela polícia pode-se ver um jovem, aparentemente como outro qualquer. O rosto adolescente tem as mesmas semelhanças com outros meninos que estão numa sala de aula de uma escola pública ou privada, tendo os questionamentos que todo adolescente de 16 anos têm. Vovô poderia ser um desses adolescentes não sabem que profissão seguir, têm conflitos de gerações com os pais. Poderia até fumar escondido, ou sair e tomar uma bebedeira com a turma de vez em quando. Teria problemas com a namorada, com a moça mais bonita da escola, ou com o time de futebol.

Droga potencializa chances de se viver menos
O envolvimento com o tráfico é decisivo para o envolvimento destes meninos na marginalidade. Eles crescem admirando o chefe do grupo. É aquele cara que tem a melhor casa da favela, que não passa necessidade, que namora a mulher mais bonita da grota, que tem carrão, roupas de marca e, principalmente, que todos respeitam.
É o modelo de vida que querem seguir. “O tráfico e a associação dos adolescentes a este crime é muito perigoso. Vivemos numa sociedade onde o consumo impera e os traficantes têm muito dinheiro. Inevitavelmente, o adolescente fica deslumbrado”, explicou a promotora Alexandra Beurlen.
Enquanto o tráfico age como potencializador desta violência e a sociedade se sente refém, a idéia da criação de mais presídios, o aumento do policiamento armado nas ruas e da redução da idade penal ganham corpo e repercussão em todos os níveis sociais. A repressão passa a ser uma solução imediata: tirar os bandidos das ruas e isola-los em cadeias.

“O ECA não corresponde mais à atualidade”
Para a delegada Cássia Mabel, que está a frente da Delegacia da Criança e do Adolescente há três meses, a rotina de violência a qual está submetida revela um mundo cruel e impiedoso.
A chefe da delegacia situada no Jacintinho acredita que o investimento em políticas públicas que incentivem a permanência de crianças e adolescentes nas escolas, a inserção dos jovens em atividades esportivas e culturais são essenciais para se mudar o perfil de quem está à margem da sociedade. Mas ela é taxativa ao defender que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não corresponde à realidade atual. Por isso, é defensora da redução da idade penal.
“Qual a diferença entre um jovem de 16 anos e um de 18?”, questiona a delegada. Por isso, ela acredita que o mesmo jovem que pode votar e escolher um Presidente da República, também pode responder pelos seus atos, de acordo com o que estabelece o Código Penal.

Leia a matéria completa na edição deste domingo de O JORNAL

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lei de Diretrizes Orçamentárias: o que vale para Brasília não vale para São Paulo

http://transparenciasaopaulo.blogspot.com/

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lei de Diretrizes Orçamentárias: o que vale para Brasília não vale para São Paulo.

(do Poder On Line e do Transparência SP) Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias Federal, uma das reivindicações do PSDB era que o governo federal mantivesse no Orçamento de 2012 a discriminação das obras do PAC.Os tucanos defendiam que, sem a identificação, seria...



Dono de empresa ligada à máfia das licitações em Campinas é filiado ao PSDB e tem contratos milionários com o Estado de SP.


Máfia da "fraude das licitações" passou por Campinas e encontra "porto seguro" no governo do Estado de SP.(do Transparência SP) Algumas outras denúncias começam a aparecer sobre as relações entre empresas investigadas na "fraude de licitações" em Campinas e seus contratos com o governo do Estado de SP.Além das empresas do grupo Cepera (Lotus, Pluriserv e O. O. Lima), da empresa Hydrax e da construtora...

terça-feira, 26 de julho de 2011


Quem corrige a Corregedoria ?

Algumas coisas me deixam intrigado, vejamos: uma escrivã de policia foi desnudada por policiais da Corregedoria, a Delegado Maria Inês Valente com dignidade veio a público, tentou justificar a ação, embora seja injustificável mas pelo menos teve dignidade e sem trocadilho, valentia...

segunda-feira, 25 de julho de 2011


Lei paulista é uma paulada no SUS.

(na Folha de SP, por Ligia Bahia e Mário Scheffer)É uma bordoada a recente regulamentação da lei paulista que permite a venda para planos de saúde de até 25% da capacidade dos hospitais públicos gerenciados por organizações sociais.Desde o famigerado Plano de Atendimento à Saúde...

sexta-feira, 22 de julho de 2011


Alckmin veta regionalização do orçamento estadual.


(do Transparência SP) O governador Geraldo Alckmin vetou a chamada regionalização do orçamento paulista. Aprovada pela Assembléia Legislativa de SP na discussão sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012, a medida previa a publicação de relatório com os investimentos orçados em cada Região Administrativa do Estado. Vale dizer que tal medida já é atendida por outros Estados da Federação,...

quarta-feira, 20 de julho de 2011


Governo do Estado vai bancar 20 mil lugares do Itaquerão com mais de R$ 70 milhões

Gustavo Franceschini, Roberto Pereira de Souza e Vinícius Segalla* Em São PauloA Odebrecht revelou, nesta quarta-feira, que o orçamento de R$ 820 milhões previsto para o Itaquerão não será suficiente para erguer um estádio capaz de receber a abertura da Copa. Contrariando tudo...



Fraudes das licitações também envolvem a SABESP.

(do Transparência SP) Algumas reportagens nos últimos dias começaram a denunciar que a "máfia das licitações" - que está sendo apurada pelo MPE em Campinas - também passa pelo governo paulista, através da SABESP.O truque da grande imprensa, no entanto, é não dar muito destaque ao...


SP tem 10 mil km de estradas esburacadas.

(do Transparência SP) A reportagem abaixo destaca que mais de 60% das rodovias estaduais não pedagiadas estão esburacadas. O que a matéria não esclarece é que os pedágios paulistas são mais caros, ente outras razões, porque a concessão inclui o chamado "ônus fixo", valor...

Cidades Sustentáveis - siga essa idéia

 
 http://www.cidadessustentaveis.org.br/
 
A Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e a Rede Nossa São Paulo - organizações apartidárias e inter-religiosas da sociedade civil - desenvolveram a "Plataforma Cidades Sustentáveis", uma pesquisa que apresenta um compilado de múltiplas práticas de sustentabilidade urbana em vigência em diversas cidades do mundo. O objetivo é proporcionar referências para ações públicas e privadas no Brasil, bem como contribuir com os processos eleitorais e com os programas dos candidatos, a fim de promover maior qualidade de vida nas regiões urbanas. Todas as informações contidas nos exemplos destacados foram obtidas dos sites dos responsáveis pelo desenvolvimento de cada um dos projetos ou de instituições que vem fazendo o acompanhamento e divulgação de boas práticas nesta área. A estrutura desta publicação foi inspirada nos compromissos de Aalborg, lançados em 1994 na I Conferência sobre Cidades Européias Sustentáveis, na cidade dinamarquesa de mesmo nome. Lá foi aprovado o documento base da campanha, denominado de "Carta de Aalborg". Portanto, nesse site você encontrará toda a informação organizada em 12 eixos temáticos - dez deles provenientes da carta de Aalborg - além de outros dois novos eixos agregados em razão da realidade brasileira. Dentro de cada eixo há uma definição conceitual da temática abordada, objetivos sugeridos para a ação, casos de soluções inovadoras que apresentaram resultados positivos em diferentes cidades do mundo, além de referências de organizações, publicações e marcos legais relativos a cada uma das temáticas abordadas. A publicação impressa também está disponível para Download na integra.

A Plataforma Cidades Sustentáveis representa um passo a mais no processo de construção de cidades mais justas, democráticas e sustentáveis no Brasil.