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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Operadores do Direito repudiam revista em ex-escrivã

Até que enfim começaram a pressionar outros órgãos públicos envolvidos no caso da ex-escrivã da PC Paulista. 
A Justiça e o Ministério Público, instituições que deveriam garantir, resguardar  os direitos individuais dos cidadãos, devem explicações ao povo por serem coniventes com o ato abominável, de extrema gravidade acontecido com a servidora em questão.
Se, aos Operadores do Direito, causa estranheza o fato de que o procedimento investigatório iniciado para apurar abuso de autoridade por parte dos executores da medida teria sido arquivado pelo Poder Judiciário, a pedido do Ministério Público, a nós, pobres mortais, causa repugnância e indignação. 

Tânia 


Matéria enviada pela amiga Suely

http://www.conjur.com.br/2011-fev-26/operadores-direito-repudiam-abordagem-policial-ex-escriva
Abuso policial

Operadores do Direito repudiam revista em ex-escrivã

Por Marina Ito

O caso da escrivã de Polícia que, algemada, teve a roupa arrancada na frente de policiais e delegados causou indignação e, no meio jurídico, tem sido objeto de vários artigos e notas de repúdio à ação policial. Advogados, juízes, promotores, todos ficaram chocados com a truculência e a série de irregularidades cometidas por agentes da própria Corregedoria da Polícia Civil, que deveriam dar o exemplo e fazer cumprir a lei.
A revista da escrivã decorreu de uma suspeita de que ela havia recebido propina. No vídeo, que foi parar no YouTube, o delegado pede que a moça tire a roupa para ser revistada, ao que ela se recusa. Diante dos insistentes pedidos para que uma policial feminina faça a revista, o delegado responde que a moça está dificultando seu trabalho ao resistir em ficar nua na frente de outros homens. Por fim, ela é agarrada e despida à força. Dentro de sua calcinha são encontrados R$ 200 em quatro notas de R$ 50.
“Não há como justificar aquilo”, disse o promotor Rodrigo Octavio De Arvellos Espínola, do Ministério Público do Rio de Janeiro, em relação à ação policial. Na sua opinião, se de fato ela cometeu um crime, qualquer prova que pudesse levar a uma condenação ou mesmo a uma sanção administrativa da escrivã foi invalidada devido ao modo como foi obtida. “Os policiais, que haviam sido chamados para uma ocorrência de pouquíssima complexidade cometeram um crime, destruíram a prova e ainda demonstraram total despreparo.”
Para o promotor, o vídeo mostra como não se deve atuar nesses casos. Outra coisa que chamou a atenção foi a ação ter sido gravada. “É muito raro ver em vídeo um exemplo sólido da obtenção ilícita de uma prova”, diz.
De fato, os flagras de arbitrariedades, embora cada vez mais comuns devido às câmeras de segurança dos prédios ou de testemunhas que filmam pelo celular, são mais conhecidos por relatos do que propriamente por imagens. Mas foram relatos que levaram policiais a responderem a uma ação penal há alguns anos no Rio de Janeiro. Abordados como suspeitos de um crime, dois rapazes foram obrigados a se beijar, segundo acusaram os jovens. Os policiais foram denunciados pelo MP por constrangimento ilegal. Na época, houve proposta de transação penal.
Para o juiz Rubens Casara, também do Rio de Janeiro, é justamente o fato de atitudes autoritárias estarem naturalizadas que leva as pessoas a praticarem atos visualmente abusivos, e não se darem conta do abuso que estão cometendo. “A naturalização de arbitrariedades encobre perversões de todo tipo”, diz.
A própria sociedade costuma respaldar abusos quando o objetivo é punir alguém que cometeu um crime, como se os fins justificassem os meios. É fácil constatar isso nas redes sociais e em comentários feitos por leitores nas notícias publicadas na internet. “Os problemas das pessoas na análise [do caso] da ex-escrivã é que todos, principalmente as mulheres, analisam de forma emocional sem ver o mérito”, diz um no microblog Twitter. “Não se sentiu ladra também? Foi abuso, mas foi a mocinha que se colocou na situação”, disse outro ao comentar a declaração da escrivã de que se sentiu um lixo. “Esse caso da escrivã está enchendo, se ela roubou tem mais é que ser revistada mesmo e ser tratada como uma ladra como todo mundo que rouba”, comenta outro.
É claro que não é preciso ter conhecimentos jurídicos para também se indignar com a abordagem policial. Muitos utilizaram as redes sociais para repudiar a ação. Uma internauta diz que não entende nada de leis, mas que se sente ofendida com o caso. “Eu já fiquei revoltado com atitudes policiais autoritárias, mas essa de despir a escrivã superou todas. Inadmissível”, afirmou outro.
No meio jurídico, a reação veio em massa. O advogado Christiano Fragoso, membro do Instituto dos Advogados do Brasil, apresentou uma proposta de moção de repúdio, que será analisada na próxima quarta-feira (2/3) pelo plenário da entidade. Segundo ele, o valor sacrificado ao se permitir aquilo é muito mais importante do que a repressão ao crime do qual a escrivã era suspeita de ter cometido. “Houve uma violação flagrante da dignidade humana”, afirmou. “É a coisa mais absurda que já vi na minha vida.”
O Instituto de Defesa do Direito de Defesa divulgou nota de repúdio à ação policial. “Um Estado democrático e consciente da necessidade de erradicação da corrupção deve, antes de mais nada, respeitar direitos individuais e jamais praticar arbitrariedades nem tampouco com elas compactuar”, diz nota assinada pela presidente do IDDD, Marina Dias.
Nos jornais, sites e blogs, pipocaram artigos sobre o caso. Na ConJur, foram publicados três artigos, dos advogados Arnaldo Malheiros Filho, Luiz Flávio Gomes e Thiago Gomes Anastácio. Arnaldo Malheiros Filho lembrou que a prova obtida pelos policiais é nula. “Não há a menor dúvida quando à ilicitude da prova colhida da maneira exibida no vídeo, o que a torna inadmissível no processo, como diz o inciso LVI do artigo 5º da Constituição. Ou seja, além de desrespeitar ilegalmente uma pessoa, os policiais envolvidos na operação anularam a prova que, se obtida por meios lícitos, poderia levar à condenação da servidora”, disse no artigo.
Nos blogs, vários operadores do Direito demonstraram indignação. “Poucas vezes fiquei tão indignado com uma ação policial. Os ‘corajosos e destemidos’ delegados que despiram na marra a escrivã V. F. S. L. produziram cenas tão vis e abjetas que me fizeram ter pena de uma suposta corrupta”, escreveu o procurador da República Vladimir Aras, em seu blog.
O caso da escrivã aconteceu em 2009. Nesta semana, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital vai investigar se houve ilegalidade. O objetivo da investigação é apurar possíveis atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios da administração pública. O Ministério Público já havia se manifestado pelo arquivamento do inquérito policial instaurado para apurar abuso de autoridade no caso. O inquérito foi arquivado pelo juiz.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo decidiu afastar da Corregedoria da Polícia Civil os dois delegados suspeitos de abuso de autoridade na prisão da escrivã. A corregedora-geral da Polícia Civil, Maria Inês Valente, que teria apoiado a conduta dos agentes, também foi afastada.
Leia a íntegra da nota do IDDD:

http://www.conjur.com.br/2011-fev-26/operadores-direito-repudiam-abordagem-policial-ex-escriva

Dicas simples do Geovani...

Caríssimos, como diz meu colega Geovani, estamos numa época bem difícil com relação à saúde. Todos os dias, somos bombardeados por vírus e bactérias. 
Para o nosso próprio bem, devemos lançar mão de cuidados simples e  básicos, diariamente,  que podem nos defender e resguardar nossa saúde e bem estar físico.

Seguem algumas dicas enviadas pelo Geovani:

1) Lave bem as mãos;
2) Ferva a água da torneira,  mesmo sendo potável. Guarde em recipiente de vidro (por pouco tempo). Por conta das chuvas,  a água tratada requer muito cuidado;
3) Alimentos (ïn natura) devem ser esterelizados, desinfetados (veja dica abaixo);
4) Hidrate-se. Maior cuidado com as crianças (água, limonada com  pouco açúcar, chás claros, sucos naturais).


Abaixo, acrescento a minha dica:

Esterilizando alimentos

Dê preferência ao limão. Tanto o vinagre como o hipoclorito matam os bichinhos, mas detonam a nossa saúde também. E o hipoclorito, por ser uma molécula que contém cloro, é 10 vezes pior que o vinagre, pois seu poder de acidificar o sangue é violento.
A melhor receita para higienizar folhas, frutas e legumes é: coloque numa bacia plástica ou de vidro 1 litro de água potável, idealmente filtrada. Acrescente o suco fresco de 1 limão médio (2 colheres de sopa de suco). Pique as carcaças espremidas em 4 pedaços e jogue também nesta água. Mergulhe os alimentos pré-lavados e deixe agindo por 10-15 minutos. Pronto: alimento higienizado, crocante, saboroso, cheiroso e duplamente saudável.


Tânia 



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Isso é pouco...


SerrAlckmin: duas faces da mesma moeda
.
Como já dissemos anteriormente, o principal programa do desgovernador Geraldo Alckmin é o “Arrasando São Paulo“.
Esse macro-programa congrega os demais existentes desde a gestão anterior do Alckmin, aprimorados pelo Serra e agora em franco processo de consolidação.
São eles: “Alaga São Paulo”, “Bolsa Ouavida”, “Vá a Pé”, “PLAC – Programa Lata d’Água na Cabeça”, “São Paulo para os Paulistas”, “Desaba São Paulo”, “Apaga São Paulo”, “Engarrafa São Paulo”, “Já vai Tarde” e “Luz para Poucos”, entre muitos outros.
Visando ampliar o “xoque de jestão” e dar maior eficácia ao integrador “Arrasando São Paulo”, o desgoverno Alckmin, apesar de aumentar a previsão de receitas (como sempre, nisso eles são bons: aumentar impostos), reduziu a dotação para investimentos.
Vejamos o que diz matéria da Folha.com (clique aqui para ler na íntegra):
“Apesar do crescimento de 12% da projeção de receita no Orçamento de 2011, o governo de São Paulo deve investir no ano que vem cerca de 3,3% menos do que em 2010.
Os dados constam da proposta orçamentária enviada pelo Executivo à Assembleia Legislativa, que deve ser votada nesta semana.
O governo paulista, que previu arrecadar R$ 125 bilhões neste ano, agora projeta uma receita de R$ 140,6 bilhões para o ano que vem.”
***
Com isso, o “Arrasando São Paulo” vai de vento em pôpa!

Leia...leia sempre....





Se queremos ampliar e diversificar nossas visões e interpretações sobre a vida, o mundo,  ou seja,  sobre tudo, o melhor exercício para isso é a leitura.

Ao nos privarmos do prazer da leitura, seja de artigo ou romance,  de uma  crônica ou  conto, uma poesia, um ensaio, um jornal ou  manifesto, enfim, das várias possibilidades de enveredar-mos pelo caminho da literatura, estaremos nos excluindo da imaginação, interpretação do autor, bem como dos acontecimentos que nos cerqueiam.

Portanto,  é de suma importância que desenvolvamos uma “cultura de leitura”. Dessa forma, seremos aprendizes e formadores de opinião em todo ambiente social e democrático que estivermos.


Dicas de bons autores:


Brasileiros


Machado de Assis; Mário Quintana; Vinícius de Moraes; Clarice Lispector, Cecília Meirelles; Ariano Suassuna; Érico Veríssimo; Jorge Amado;  José de Alencar; Lygia Fagundes Telles....


Vai aí uma dica de um excelente autor contemporâneo brasileiro:

Cristóvão Tezza - O Filho Eterno





 

Deficiências - Mário Quintana


http://www.youtube.com/watch?v=s4AO5Z3upj4&feature=related

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida,
aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive,
sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
de fome, de miséria.
E só têm olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um
amigo, ou o apelo de um irmão.
Pois está sempre apressado para o trabalho e
quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e
se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção
daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois
Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
A amizade é um amor que nunca morre.

(Extraído do dicionário particular de Mário Quintana)

Segurança pública: direito e responsabilidade de todos.

As cenas do vídeo  mencionadas no texto abaixo são Dantescas. Uma tortura que eu, policial civil HONESTA,  há 24 anos na PC paulista, jamais pensei que veria em minha vida. Fiquei estarrecida e com  com vergonha de minha instituição. 
Mesmo que a servidora em questão tivesse cometido o crime de concussão, tal atrocidade NUNCA deveria ter acontecido. A diligência poderia ter seguido inteiramente dentro da legalidade. E se, realmente a servidora fosse corrupta, após apuração, poderia ser demitida a bem do serviço público.
O episódio nos mostrou uma sucessão de erros  servindo de exemplo de  'como  uma autoridade policial ou um agente da autoridade NÃO deve se comportar durante qualquer diligência'. Podendo até ser alvo de estudo em sala de aula dos cursos de Ciências Jurídicas e Sociais, entre outros.  
O fato ocorrido MACULA a imagem de milhares de policiais honestos que, diuturnamente,  cumprem com seus deveres.
A Polícia Civil deverá, sempre, pautar-se pelo princípio da legalidade. Seja em suas atribuições pertinentes ao combate à criminalidade externa como também em casos que ocorra dentro da instituição policial como, por exemplo, o crime de concussão.
Lamentavelmente, a olhos vistos,  rasgaram e cuspiram em nossa Constituição Federal.


Tânia - escripol em SP 

Publicado no BLOG DO ZÉ
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Blog do Zé Dirceu

O escabroso caso da Polícia Civil paulista

Publicado em 25-Fev-2011

Polícia cometeu irregularidade e 3 governadores ignoraram…
Semana passada, vocês se lembram, um vídeo de junho de 2009 veio à público: uma escrivã, suspeita de ter cobrado R$ 200,00 para fornecer um porte de munição, foi despida à força por integrantes da Corregedoria de São Paulo, para ser revistada. Ela diz não se negar a passar pela revista, apenas pedia que fossem policiais mulheres e não homens.
O vídeo chegou às mãos do atual secretário de Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto em dezembro de 2010, enviado pelo presidente da seccional paulista da OAB, Luiz Flávio Borges D”Urso. Mas o que fez o secretário? Reenviou o material à Corregedoria!
Semana passada, a OAB e a Rede Bandeirantes de TV divulgaram o vídeo, misteriosamente postado também na internet. A crise veio à tona. Resultado: quase dois anos depois do episódio a corregedora-geral da Polícia, Maria Inês Trefiglio Valente (que sempre defendeu a sua equipe) foi exonerada e 3 dos 4 delegados que participaram da revista, ou melhor, rasgaram na marra a calça e roupas íntimas da escrivã, foram afastados.
Só quando o caso veio a público, adotaram providências
A escrivã, agora, expulsa da polícia e ainda não julgada pela acusação de cobrança de propina (concussão), tenta reverter a decisão. O fato, meus caros, é que só depois que a OAB-Band-internet divulgaram o vídeo, o governo tucano de Geraldo Alckmin se mexeu.
E cai a corregedora. Não o secretário que recebeu o vídeo há três meses e não tomou nenhuma providência. E os delegados são poupados, só afastados. E o governador? Ou melhor, os governadores?
A irregulridade foi registrada em junho de 2009, governador José Serra; o vídeo chegou ao governo paulista em dezembro, governador Alberto Goldman; e as providências paliativas adotadas só agora, governadior Geraldo Alckmin.Este, aliás, semana passada, considerou o caso grave, mas confessou que, até então, não sabia de nada.
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pizzas
Vejam, foram três governadores, todos tucanos, durante todo o processo que, agora, praticamente acaba em pizza. Nenhum dos três sabia de nada, ou não quis tomar providência?