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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Piano na Sé. Uma idéia, um caminho e a solução.

http://www.youtube.com/watch?v=LwoRJrgRw6Q&feature=player_embedded
(metrô Sé em 02/08/2011) 



http://www.youtube.com/watch?v=shhCchHsbUA 
(aqui o mesmo jovem no metrô Santana em data anterior) 


Ontem foi um dia muito longo. Após 12 horas de plantão, sai às 7h20  do meu trabalho. Cheguei em casa às 8h15, mas só consegui pegar no sono por volta das 10h da manhã e às 13h já havia acordado. Estava ansiosa, pois tinha uma série de coisas para fazer. E seria, também, meu primeiro dia de aula de inglês a começar às 18h30. Sabia que se pegasse no sono profundo  poderia perdê-la.
Embora me sentindo muito, muito cansada enfrentei mais uma corrida  de metrô,  lotado,  de fim de tarde rumo à estação Sé. Encontrei-me com meu filho que fará  aulas comigo. Seu corpo, seu rosto refletia o estresse e o baque de um longo dia, uma longa jornada numa universidade em que trabalha.
A aula foi bastante proveitosa. A professora é animada e tem uma excelente didática. Por algum tempo esquecemos o quanto queríamos estar de pijamas sentados no sofá de casa.
Bem, a aula terminou e rumamos à estação Sé do metrô como que carregados pelo desejo sobre-humano de chegarmos ao nosso lar. No caminho,  as ruas escuras  e sujas, pessoas moribundas, outras nem tanto, enfileiradas para receberem uma porção de sopa, talvez seu único alimento do dia, graciosamente oferecida por um grupo de uma instituição religiosa. A situação mostrava claramente  o desmazelo do poder público em cuidar melhor de sua sociedade. Depois disso, certamente, cada um  procuraria  um canto nas calçadas  para se acomodar e alí passar sua noite. Triste, muito triste. Eu sabia que o meu cobertor juntamente com uma caneca de leite quente me esperava e,  para àqueles apenas um papelão, folhas de jornal ou um farrapo de pano os aguardava.
Chegando ao metrô, ainda com aquela cena em mente, fui subitamente envolvida por uma sonoridade agradável que contrastava com o ruído agudo dos trilhos do trem. Era um jovem rapaz, que mais parecia um skatista, um grafiteiro, menos um pianista. Eu e meu filho paramos por alguns minutos, suficientes para escutá-lo tocar Billionaire (Bruno Mars) e, em seguida,  Firework (Katy Perry). Dedilhava cada nota com tamanha habilidade e destreza que facilmente poderia nos presentear, algum dia, com “Clair de Lune”, de  Debussy ou ”Moonlight Sonata” de Beethoven. Olhando aquele rapaz, lembrei-me de um artigo que havia lido no dia anterior sobre o envolvimento de crianças,  adolescentes e jovens com a criminalidade. Esse rapaz, pianista anônimo na praça da Sé, foi agraciado com a oportunidade de aprender a tocar um instrumento. Provavelmente, seus olhos, seus sentidos percebem a vida de uma forma muito diferente de outros que com a mesma tenra idade foram empurrados para o lado negro da sociedade. Pois a arte nos engrandece, nos leva a outras dimensões. Aguça nossa criatividade, adoça a nossa forma de encarar a vida.
Fiquei pensando: o que falta para que o Estado perceba que a sociedade somente será salva se dedicarmos respeito aos nossos jovens? E que tipo de respeito é esse?  
É darmos uma educação de qualidade. Inserirmos,  desde cedo,  a “ARTE”  nas grades curriculares de nossas crianças. Seja plástica, cênica, literária ou musical. O Brasil é um país artístico. É de Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Rinaldo Silva; de Grande Otelo, Oscarito, Paulo Autran, Marília Pera , Fernanda Montenegro; de Carlos Drummond, Mário Quintana, Cecília Meireles; de Cartola, Pixinguinha, Tom Jobim, Chico Buarque, Sivuca. E mais centenas de nomes, aqui, impossíveis de elencar.  A ‘ARTE’ está em  nossas entranhas, bastando somente estimular para que ela insurja.
Então, caríssimo anônimo pianista da estação Sé, meus parabéns. Bravo! Bravo! Você é o maior e melhor exemplo do que seria uma sociedade de jovens abastados de riqueza artística. Provavelmente com cidadãos  mais conscientes, independentes, intelectualizados e com senso crítico  mais  apurado.
Enfim, a solução nós temos. O caminho conhecemos.  É necessário apenas que os detentores do poder o usem para o bem comum, para a coletividade.

Tânia Alencar, funcionária pública, plantonista, mãe e cidadã em busca de uma sociedade melhor.

domingo, 31 de julho de 2011

Adolescentes são, cada vez mais, atraídos pelo crime - "Não entraram nas vias da violência, simplesmente nunca estiveram fora delas."

Atualmente, essa é uma realidade nacional. Infelizmente, nenhum estado difere do outro no quesito criminalidade. Cada ano que passa constatamos o crescente número no envolvimento de adolescentes em crimes como roubo seguido de morte (latrocínio), tráfico de entorpecentes, entre outros.

Enquanto o Estado não der uma maior assistência à criança e ao adolescente, priorizando a educação,  além de lançar projetos sociais voltados ao esporte e à cultura, esse quadro não será revertido.

Todo mundo sabe o que tem que ser feito. Até mesmo a minha filha de 15 anos já argumentou sobre a questão. 

O que será que falta para os que tem o poder nas mãos tomarem medidas mais eficientes para mudar essa situação?

Pensem nisso e cobrem seus parlamentares e governates. Afinal, a  verdadeira segurança pública começa na infância.

Tânia - escripol em SP

 

http://www.ojornalweb.com/2011/07/31/adolescentes-sao-cada-vez-mais-atraidos-pelo-crime/

Adolescentes são, cada vez mais, atraídos pelo crime


Adolescentes estão envolvidos no assalto seguido de morte de 
policial federal (Foto: Marco Antônio)Adolescentes estão envolvidos no assalto seguido de morte de policial federal (Foto: Marco Antônio)
Flávia Batista

Eles trocaram os livros pelas armas; os brinquedos pelas balas; o sonho de ser jogador de futebol, bombeiro ou médico pelo ideal de liderar o tráfico, de chefiar o grupo criminoso da região onde vivem. São adolescentes, alguns recém saídos da infância e já são procurados por crimes de gente grande. Não brincam de mocinho e bandido. Deixaram a diversão de lado e viraram bandidos de verdade, de armas em punho, dispostos a matar. São temidos por uns e explorados por outros. Têm a vantagem da idade, da tenra idade e de um estatuto que, de certa forma, lhes dá a benesse de tentar outra vez ou, na pior das hipóteses, de poder pagar pela vida bandida com penas mais brandas. Mas ainda assim são crianças. Indivíduos ainda em formação e que não tiveram a chance de escolher qual caminho queriam seguir. Não entraram nas vias da violência, simplesmente nunca estiveram fora delas. As explicações são muitas e são complexas. De um lado, há quem defenda a redução da idade penal como forma de chamá-los à responsabilidade dos seus atos. Do outro, há quem enxergue nisso apenas a repressão e a institucionalização de uma “escola de formação de criminosos”. Mas há um ponto comum para as duas linhas de pensamento: a educação é fator decisivo para a mudança dessa realidade cruel que assola Alagoas e que tende a transformar nossas crianças em assassinos impiedosos.

Sem política de inserção social, crime vira saída

O mundo da violência consegue recrutar, cada vez mais cedo, jovens para atuar em crimes que vão de roubos, pequenos furtos e até assassinatos. São meninos de 12, 13, no máximo 16 anos, que servem ao tráfico, à mão armada, como fiéis escudeiros. Nasceram e viveram todos os seus breves anos numa realidade de “guerra civil pela sobrevivência”. O resultado disso não poderia ser outro, até porque eles não conhecem outra realidade: se transformam em criminosos, dispostos a tudo para alcançar seus objetivos.
“Esses jovens são reflexo da sociedade onde estão inseridos. Vivem numa situação de violência, sem comida, sem estudo, sem saúde. Quem oferece as melhores condições para eles são as suas relações ilícitas. Tudo, todas as circunstâncias os preparam para assumirem um lugar na marginalidade”. As palavras são da socióloga Belmira Magalhães.

Sem estrutura, as crianças “sobram”
Vivendo em condições adversas – vendo pais desempregados, frustrados e bêbados -, na maioria das vezes, a violência doméstica é uma rotina: as crianças crescem sendo espancadas e vendo pais e mães irem às vias de fato quase que rotineiramente.
Sem ter controle dos responsáveis ou escolas onde possam aprender as regras da sociedade, as crianças conhecem a rua, ficam vulneráveis aos perigos, à mercê da ação da marginalidade. “A sociedade não pode cobrar que essas pessoas sejam seres humanos se elas vivem na barbárie. Não é dada a elas a chance de escolher se querem ser criminosos. Esta é a única possibilidade que conhecem”, afirmou Belmira Magalhães.
A falta de uma estrutura que acolha a sociedade e dê condições para homens e mulheres lutarem por uma vida digna é uma das causas do crescimento da violência, segundo apontou a promotora da Infância e da Juventude, Alessandra Beurlen. A representante do Ministério Público Estadual afirma que não vê uma política de enfrentamento real e específica que interrompa o envolvimento da juventude na criminalidade. “O que temos visto, de forma bem acanhada é a implementação de políticas educacionais. Mas de forma muito lenta, incapaz de acompanhar o avanço desenfreado do envolvimento de crianças e adolescentes com o mundo do crime”, avaliou a promotora.
Enquanto estas políticas estruturantes não são implantadas, pais e mães que precisam trabalhar e não têm onde deixar seus filhos. “Precisamos de escolas e creches públicas em tempo integral para que meninos e meninas tenham seu tempo ocupado, sem dar chance de criminosos atuarem”, afirmou. O que Alagoas carece, na visão do Ministério Público, é de ações que impeçam que o crime tenha acesso às crianças. “É mais que uma política de educação. O Estado carece de uma política de investimento nas famílias, em que mães e pais possam sair de suas casas para trabalhar e deixem seus filhos em segurança”.

Casos chocantes com adolescentes protagonistas
Na semana passada, durante a ocupação do conjunto Carminha, no complexo Benedito Bentes, um dos líderes do grupo que comanda o tráfico numa das regiões mais violentas de Maceió foi conhecido pela sociedade. O adolescente de 16 anos, conhecido como Vovô, é o chefe do pedaço. Experiência não falta ao rapaz, que conseguiu se antecipar à mega operação montada pela polícia e deixou sua casa, sem deixar rastro. Nem os 130 homens treinados da polícia foram capazes de encontrara o garoto.
Através das fotos que foram divulgadas pela polícia pode-se ver um jovem, aparentemente como outro qualquer. O rosto adolescente tem as mesmas semelhanças com outros meninos que estão numa sala de aula de uma escola pública ou privada, tendo os questionamentos que todo adolescente de 16 anos têm. Vovô poderia ser um desses adolescentes não sabem que profissão seguir, têm conflitos de gerações com os pais. Poderia até fumar escondido, ou sair e tomar uma bebedeira com a turma de vez em quando. Teria problemas com a namorada, com a moça mais bonita da escola, ou com o time de futebol.

Droga potencializa chances de se viver menos
O envolvimento com o tráfico é decisivo para o envolvimento destes meninos na marginalidade. Eles crescem admirando o chefe do grupo. É aquele cara que tem a melhor casa da favela, que não passa necessidade, que namora a mulher mais bonita da grota, que tem carrão, roupas de marca e, principalmente, que todos respeitam.
É o modelo de vida que querem seguir. “O tráfico e a associação dos adolescentes a este crime é muito perigoso. Vivemos numa sociedade onde o consumo impera e os traficantes têm muito dinheiro. Inevitavelmente, o adolescente fica deslumbrado”, explicou a promotora Alexandra Beurlen.
Enquanto o tráfico age como potencializador desta violência e a sociedade se sente refém, a idéia da criação de mais presídios, o aumento do policiamento armado nas ruas e da redução da idade penal ganham corpo e repercussão em todos os níveis sociais. A repressão passa a ser uma solução imediata: tirar os bandidos das ruas e isola-los em cadeias.

“O ECA não corresponde mais à atualidade”
Para a delegada Cássia Mabel, que está a frente da Delegacia da Criança e do Adolescente há três meses, a rotina de violência a qual está submetida revela um mundo cruel e impiedoso.
A chefe da delegacia situada no Jacintinho acredita que o investimento em políticas públicas que incentivem a permanência de crianças e adolescentes nas escolas, a inserção dos jovens em atividades esportivas e culturais são essenciais para se mudar o perfil de quem está à margem da sociedade. Mas ela é taxativa ao defender que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não corresponde à realidade atual. Por isso, é defensora da redução da idade penal.
“Qual a diferença entre um jovem de 16 anos e um de 18?”, questiona a delegada. Por isso, ela acredita que o mesmo jovem que pode votar e escolher um Presidente da República, também pode responder pelos seus atos, de acordo com o que estabelece o Código Penal.

Leia a matéria completa na edição deste domingo de O JORNAL

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lei de Diretrizes Orçamentárias: o que vale para Brasília não vale para São Paulo

http://transparenciasaopaulo.blogspot.com/

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lei de Diretrizes Orçamentárias: o que vale para Brasília não vale para São Paulo.

(do Poder On Line e do Transparência SP) Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias Federal, uma das reivindicações do PSDB era que o governo federal mantivesse no Orçamento de 2012 a discriminação das obras do PAC.Os tucanos defendiam que, sem a identificação, seria...



Dono de empresa ligada à máfia das licitações em Campinas é filiado ao PSDB e tem contratos milionários com o Estado de SP.


Máfia da "fraude das licitações" passou por Campinas e encontra "porto seguro" no governo do Estado de SP.(do Transparência SP) Algumas outras denúncias começam a aparecer sobre as relações entre empresas investigadas na "fraude de licitações" em Campinas e seus contratos com o governo do Estado de SP.Além das empresas do grupo Cepera (Lotus, Pluriserv e O. O. Lima), da empresa Hydrax e da construtora...

terça-feira, 26 de julho de 2011


Quem corrige a Corregedoria ?

Algumas coisas me deixam intrigado, vejamos: uma escrivã de policia foi desnudada por policiais da Corregedoria, a Delegado Maria Inês Valente com dignidade veio a público, tentou justificar a ação, embora seja injustificável mas pelo menos teve dignidade e sem trocadilho, valentia...

segunda-feira, 25 de julho de 2011


Lei paulista é uma paulada no SUS.

(na Folha de SP, por Ligia Bahia e Mário Scheffer)É uma bordoada a recente regulamentação da lei paulista que permite a venda para planos de saúde de até 25% da capacidade dos hospitais públicos gerenciados por organizações sociais.Desde o famigerado Plano de Atendimento à Saúde...

sexta-feira, 22 de julho de 2011


Alckmin veta regionalização do orçamento estadual.


(do Transparência SP) O governador Geraldo Alckmin vetou a chamada regionalização do orçamento paulista. Aprovada pela Assembléia Legislativa de SP na discussão sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012, a medida previa a publicação de relatório com os investimentos orçados em cada Região Administrativa do Estado. Vale dizer que tal medida já é atendida por outros Estados da Federação,...

quarta-feira, 20 de julho de 2011


Governo do Estado vai bancar 20 mil lugares do Itaquerão com mais de R$ 70 milhões

Gustavo Franceschini, Roberto Pereira de Souza e Vinícius Segalla* Em São PauloA Odebrecht revelou, nesta quarta-feira, que o orçamento de R$ 820 milhões previsto para o Itaquerão não será suficiente para erguer um estádio capaz de receber a abertura da Copa. Contrariando tudo...



Fraudes das licitações também envolvem a SABESP.

(do Transparência SP) Algumas reportagens nos últimos dias começaram a denunciar que a "máfia das licitações" - que está sendo apurada pelo MPE em Campinas - também passa pelo governo paulista, através da SABESP.O truque da grande imprensa, no entanto, é não dar muito destaque ao...


SP tem 10 mil km de estradas esburacadas.

(do Transparência SP) A reportagem abaixo destaca que mais de 60% das rodovias estaduais não pedagiadas estão esburacadas. O que a matéria não esclarece é que os pedágios paulistas são mais caros, ente outras razões, porque a concessão inclui o chamado "ônus fixo", valor...

Cidades Sustentáveis - siga essa idéia

 
 http://www.cidadessustentaveis.org.br/
 
A Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e a Rede Nossa São Paulo - organizações apartidárias e inter-religiosas da sociedade civil - desenvolveram a "Plataforma Cidades Sustentáveis", uma pesquisa que apresenta um compilado de múltiplas práticas de sustentabilidade urbana em vigência em diversas cidades do mundo. O objetivo é proporcionar referências para ações públicas e privadas no Brasil, bem como contribuir com os processos eleitorais e com os programas dos candidatos, a fim de promover maior qualidade de vida nas regiões urbanas. Todas as informações contidas nos exemplos destacados foram obtidas dos sites dos responsáveis pelo desenvolvimento de cada um dos projetos ou de instituições que vem fazendo o acompanhamento e divulgação de boas práticas nesta área. A estrutura desta publicação foi inspirada nos compromissos de Aalborg, lançados em 1994 na I Conferência sobre Cidades Européias Sustentáveis, na cidade dinamarquesa de mesmo nome. Lá foi aprovado o documento base da campanha, denominado de "Carta de Aalborg". Portanto, nesse site você encontrará toda a informação organizada em 12 eixos temáticos - dez deles provenientes da carta de Aalborg - além de outros dois novos eixos agregados em razão da realidade brasileira. Dentro de cada eixo há uma definição conceitual da temática abordada, objetivos sugeridos para a ação, casos de soluções inovadoras que apresentaram resultados positivos em diferentes cidades do mundo, além de referências de organizações, publicações e marcos legais relativos a cada uma das temáticas abordadas. A publicação impressa também está disponível para Download na integra.

A Plataforma Cidades Sustentáveis representa um passo a mais no processo de construção de cidades mais justas, democráticas e sustentáveis no Brasil.

A vitória brasileira na Olimpíada de Informática - Felipe Abella, de Campina Grande (PB), fez 598 pontos em 600

Parabéns ao Felipe e obrigada por trazer esse prêmio ao país.
Quiséramos nós, aqui no sudeste, poder contar com educação de qualidade como nossos compatriotas do nordeste. Infelizmente, a educação em São Paulo está jogada às traças.

Tânia


A vitória brasileira na Olimpíada de Informática


Por FernandoX

Desculpe ser fora do assunto e a origem do link, mas a notícia, se ainda não foi comentada aqui, vale a pena: um tapa na cara de quem vê o nordeste apenas como fornecedor de mão de obra não qualificada para a classe média eleitora do psdb:


Do Techtudo

Brasil conquista primeiro ouro da história na Olimpíada Internacional de Informática


Nesta terça-feira (26) o estudante brasileiro Felipe Abella Cavalcante Mendonça de Souza, da Universidade Federal de Campina Grande, conquistou a primeira medalha de ouro do país na Olimpíada Internacional de Informática (IOI). A entrega da medalha será feita no próximo dia 28 durante a festa de encerramento da 23º edição da IOI, que acontece este ano na Tailândia.

Nos dois dias de provas, os participantes tiveram que resolver, sozinhos, quatro problemas computacionais (relacionados essencialmente a algorítmos) em até cinco horas. Para isso, cada estudante precisava criar aplicativos em C, C++ ou Pascal sem a ajuda de ninguém, e no final cada programa era testado e avaliado pelas respostas corretas que davam.

Felipe Abella conquistou 598 pontos de 600 pontos máximos das Olimpíadas, ficando em 3º lugar no ranking geral, o que garantiu ao estudante a medalha de ouro. Acima dele há apenas outros dois estudantes, da Bielorrúsia e da China.

Além do ouro, os outros três integrantes da delegação brasileira também trarão outras três medalhas de bronze para o país. São eles: Caíque Lira (Colégio Farias Brito/Fortaleza), com 327 pontos; Renato Pinto Junior (Colégio Objetivo/São Paulo), com 365 pontos; e Marcos Kawakami (Colégio Etapa/São Paulo), com 360 pontos – todos selecionados pelos seus desempenhos na última Olimpíada Brasileira de Informática.

Com o somatório de pontos, os brasileiros conquistaram uma colocação à frente de países como Inglaterra, França, Canadá, Alemanha, Espanha e Argentina. Saiba mais sobre o evento no site oficial do IOI 2011, em http://www.ioi2011.or.th.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Odilon de Oliveira - quem é esse homem????

Esse merece nosso total respeito.
Tânia


 
Sabe quem é Odilon de Oliveira ??

 
E S T E  S I M ...  É O CARA !
 
    cid:1.3890492905@web39707.mail.mud.yahoo..com

Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'


cid:2.3890492906@web39707.mail.mud.yahoo.com

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'


cid:3.3890492906@web39707..mail.mud.yahoo.com

Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.


cid:4.3890492906@web39707.mail.mud.yahoo.com

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'


ESTE É O CARA E MERECE NOSSOS APLAUSOS!


POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER? NÃO, AGORA SE ELE FOSSE UM "BBB" OU O "JOGADOR DE FUTEBOL" ... APARECIA EM TUDO!


ESTE SIM, É UM VERDADEIRO BRASILEIRO!!!!



POR FAVOR, FAÇA A SUA PARTE!


DIVULGUE O MÁXIMO QUE PUDER!!
  DIVULGUEM PARA O EXTERIOR PARA QUE VEJAM COMO É FEITA A "JUSTIÇA" NO BRASIL.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Em defesa da América do Sul

Internacional - 18/07/2011

Derrota dos EUA: vitória de Humala desfaz Aliança do Pacífico

Os EUA procuraram contrariar o programa do Brasil de construção de estruturas regionais como a Unasul e o Mercosul, criando a Aliança do Pacífico do México, da Colômbia, do Chile e do Peru, baseada em acordos de livre-comércio. Além disso, a Colômbia, o Peru, e o Chile promoveram um projecto de criação de uma bolsa de valores integrada. E as forças armadas do Peru ligaram-se ativamente ao Comando Sul do Exército dos EUA. Com a eleição de Humala, a contra-ofensiva geopolítica dos EUA, a Aliança do Pacífico, está desfeita. O artigo é de Immanuel Wallerstein.

Ollanta Humala foi eleito presidente do Peru em 5 de junho de 2011. O único verdadeiro derrotado nestas eleições foram os Estados Unidos, cuja embaixadora, Rose Likins, mal conseguiu disfarçar o fato de ter feito campanha pela adversária de Humala no segundo turno, Keiko Fujimori. Que estava em jogo nestas cruciais eleições latino-americanas?

O Peru é um país-chave na geopolítica da América do Sul por várias razões: o seu tamanho, o seu legado do império Inca, a sua localização como uma das fontes do Rio Amazonas, os seus portos no Oceano Pacífico, e a sua história recente como o palco de uma importante luta entre forças nacionalistas e elites pró-americanas.

Em 1924, Vitor Raúl Haya de la Torre, um intelectual peruano e marxista – de um marxismo bastante heterodoxo - fundou a Aliança Revolucionária Popular Americana (APRA), com a intenção de a tornar numa organização anti-imperialista pan-americana. A APRA floresceu no Peru, apesar de ter sido severamente reprimida. O que a APRA tinha de original, e diferente da maior parte dos movimentos de esquerda nas Américas, era a sua compreensão de que a maioria do campesinato do Peru era composta de povos indígenas de fala quechua que tinham sido sistematicamente excluídos da participação política e dos direitos culturais. Depois de 1945, a APRA começou a perder um pouco do seu viés radical, mas manteve uma base popular forte. Só a morte de Haya de la Torre evitou a sua eleição como presidente em 1980.

Os governos de Peru permaneceram em mãos conservadoras até 1968, quando escândalos motivados pelos contratos de petróleo foram a faísca de um golpe militar desferido por oficiais nacionalistas dirigidos pelo General Juan Velasco Alvarado. Eles apoderaram-se do poder e instauraram um Governo Revolucionário das Forças Armadas.

O governo Velasco nacionalizou as jazidas de petróleo e múltiplos outros setores da economia. Investiu pesadamente na educação. Mais do que isso, tornou-a bilingue, elevando o quechua a um estatuto de igualdade com o castelhano. O governo lançou programas de reforma agrária e de industrialização para substituir as importações.

A sua política externa virou acentuadamente à esquerda. O Peru cultivou boas relações com Cuba e comprou equipamento militar à União Soviética. Depois de Pinochet derrubar o governo Allende no Chile em 1973, as relações entre o Peru e o Chile tornaram-se tensas. Falou-se mesmo de guerra, até que, em 1975, Velasco Alvarado foi deposto por forças militares conservadoras. E o Peru pôs assim fim ao seu período de sete anos de nacionalismo liderado por militares, com um programa socioeconómico de esquerda.

Quando Alan García, como líder da APRA, foi eleito presidente em 1985, retomou brevemente a tradição de esquerda propondo uma moratória na dívida externa. Mas este esforço foi bloqueado, e logo García virou à direita e abraçou o neoliberalismo. O Peru nesta época enfrentou várias insurreições, a mais famosa das quais foi a do Sendero Luminoso, que tinha a sua base nas regiões andinas dos camponeses Quechua e Aymara.

Nas eleições de 1990, um então já muito impopular García enfrentou o famoso escritor, pensador conservador e aristocrata Mario Vargas Llosa, que se candidatou apresentando uma plataforma económica puramente neoliberal. Inesperadamente, um peruano pouco conhecido de origem japonesa, Alberto Fujimori, derrotou as outras duas alternativas. A força de Fujimori derivava em grande parte da rejeição por parte do eleitorado do estilo aristocrático de Vargas Llosa.

Fujimori revelou um estilo duro e ditatorial, e usou com sucesso o exército para esmagar o Sendero Luminoso, assim como grupos insurreccionais urbanos. Para garantir o poder, Fujimori não hesitou em fechar o Congresso, interferir no poder judiciário, e ampliar o seu segundo mandato. Mas o elevado grau de corrupção e de poder arbitrário levaram ao seu derrube. Fujimori fugiu para o Japão. Mais tarde foi extraditado do Chile, julgado pelos seus crimes num tribunal peruano, e condenado a uma longa pena de prisão.

O seu sucessor em 2001, Alejandro Toledo, deu continuidade ao programa neoliberal. E, em 2006, Alan García candidatou-se novamente à Presidência. Enfrentou um ex-oficial militar, Ollanta Humala, que foi abertamente apoiado por Hugo Chávez, um apoio que prejudicou as suas perspectivas, bem como os ataques que sofreu à sua prática como oficial de exército no que dizia respeito aos direitos humanos. García ganhou, e prosseguiu e ampliou a via neoliberal. A economia floresceu devido ao boom mundial de exportações de energia e de minérios. Mas a massa da população ficou alheia aos benefícios. Tipicamente, o governo permitiu que corporações transnacionais se apoderassem de terras na região amazônica para explorar os seus recursos minerais. Os movimentos indígenas resistiram, e ocorreu um massacre em Junho de 2009, chamado o Baguazo.

Foi neste último período que o Peru se tornou o centro de duas disputas geopolíticas. Uma foi entre o Brasil e os Estados Unidos. Sob a presidência de Lula, o Brasil lutara com êxito considerável para promover a autonomia sul-americana, através da construção de estruturas regionais como a UNASUL e o Mercosul. Os Estados Unidos procuraram contrariar o programa do Brasil criando a Aliança do Pacífico do México, da Colômbia, do Chile e do Peru, baseada em acordos de livre-comércio com os Estados Unidos. Além disso, a Colômbia, o Peru, e o Chile promoveram um projecto de criação de uma bolsa de valores integrada, cuja sigla em espanhol é MILA. E as forças armadas do Peru ligaram-se ativamente ao Comando Sul do Exército dos Estados Unidos.

A segunda disputa geopolítica foi entre a China e os Estados Unidos na busca de obter acesso privilegiado aos minérios e aos recursos energéticos da América do Sul. O Peru mais uma vez foi um país-chave.

Houve três fatores que levaram à vitória de Humala nestas eleições de 2011. Por um lado, Humala virou-se aberta e publicamente para uma via social-democrata à brasileira. Não fez qualquer menção a Chávez. Humala encontrou-se muitas vezes com Lula e falou de o Peru se tornar "um parceiro estratégico" do Mercosul.

O segundo fator decisivo foi o apoio muito forte que recebeu de Vargas Llosa. O aristocrata conservador disse que para o Peru seria uma catástrofe eleger a filha de Fujimori, que libertaria o pai da prisão e daria continuidade aos seus métodos pouco recomendáveis. Vargas Llosa provocou uma séria divisão nas forças conservadoras.

O terceiro fator foi a atitude da esquerda peruana, que há muito tempo tinha reservas em relação a Humala. Como Oscar Ugarteche, um importante intelectual, escreveu para agência de imprensa latino-americana Alai-AmLatina, "para todos, Humala é uma interrogação, mas Fujimori é uma certeza."

Ugarteche resumiu a eleição dizendo que "o que é mais significativo, contudo, é o regresso do Peru à América do Sul." Veremos até que ponto Humala será capaz de chegar em termos de redistribuição de rendimentos e de restauração dos direitos da maioria indígena. Mas a contra-ofensiva geopolítica dos Estados Unidos, a Aliança do Pacífico, está desfeita.

(*) Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria para o Esquerda.net