Estive hoje no conhecido movimento pelo debate sobre a legalização da CANNABIS. A reunião - fato jurídico em tese protegido pelo artigo 5o da Constituição Federal, editada em 05 de outubro de 1988, conhecida como "cdidadã" - iniciou-se sob a estrutura do MASP - Museu de Arte de São Paulo. Aproximadamente 500 pessoas convergiram para o local, a maioria jovens, mas vi também pessoas de idade mais avançada, inclusive mães com seus respectivos carrinhos de bebê, o que demonstrava, desde o início, a natureza do direito a ser exercido, e mais ainda a natureza das pessoas que propunham, através da reunião, o debate.
Juntei-me a eles pois senti-me absolutamente seguro imiscuído àquelas pessoas, senti-me acolhido, realmente o espírito que nos envolvia era o de paz. Diferentemente da energia que "exala" de dentro de uma Delegacia de Polícia", a energia que emergia daquelas pessoas era, além de envolvente, boa.
A caminhada, que propunha ocupar a pista da direita da Paulista, para que se fizesse a contento o "direito de manifestar-se" iniciou-se de maneira ordeira, inclusive, como dito, composta por mães e avós e bebês sorridentes e felizes, diante da energia já referida. De fato, a caminhada a que aderi lembrou-me a reunião feita pelos policiais civis em 2008, no mesmo vão do MASP, da qual participei e da qual me orgulhei em participiar, pedindo respeito ao trabalhador policial, de qualquer carreira, aliás a carreira era o que menos para mim importava.
Somente havia uma diferença entre a reunião dos policiais de 2008 e a que participei hoje: a energia desta última era melhor, as pessoas eram mais descontraídas, o medo não exitia, de nenhuma forma. Ninguém tinha medo de ser filmado, ninguém achava que estava cometendo qualquer crime, aliás, se reuniões como a que participei hoje constituem crime, entrego minha carteira vermelha.
Até que em determinado momento, já próximo à esquina da Consolação com a Paulista, percebi uma energia extremamente negativa, baixo astral mesmo, da pior espécie. Algo desestruturava o sistema que regia a reunião da qual participava: logo que percebi o que acontecia, não me surpreendi: a Polícia Militar do Estado de São Paulo, braço armado do governo paulista (em sentido amplo, envolvendo o Ministério Público, o Judiciário, o Executivo, o Comando Geral da PM, o Legislativo), posicionou-se como barreira, impedindo o livre trânsito dos poucos carros que ocupavam a dita via pública, haja vista tratar-se hoje de um sábado. Diante do fluir da reunião, ouvi tiros de calibre 12 direcionados aos que ali se reuniam, dispersando as pessoas de bem que ali estavam.
Alguns membros da reunião foram levados - exemplarmente - à Delegacia de Polícia, para os procedimentos de praxe, presididos pelo Bel.
Preferi sair com uma senhora que levava seu neto em um carrinho de bebê, a fim de que a energia que me consumia não se aviltasse diante da energia dos representantes do nosso arcaico Estado Democrático de Direito.
Gostaria de parabenizar todos que ali se reuniram, demonstrando fraternalmente controle diante do abuso de autoridade promovido pelo Desembargador que, na calada da noite, covardemente, cassou a decisão do Juiz que havia conferido o HC preventivo aos integrantes da Marcha da Maconha.
No Brasil, são milhões de indignados que ainda não conseguiram levar suas vozes às ruas. Muitos pais de famílias, desempregados e famintos, pior que isso, vendo seus filhos famintos, sem moradia, sem educação de qualidade. Pior ainda, assistindo diariamente parlamentares aumentando seus salários à casa dos 5 dígitos, reclamando do auxílio alimentação de R$ 300, 400 e até R$ 600 reais por mês (achando pouco) e também pelo vergonhoso benefício do auxílio moradia para quem tem um salário entre R$ 20 e 30 mil reais (será que com esse salário não podem pagar sua própria moradia???).
Em que país será que vivem esses pobres mortais parlamentares a que me refiro? Pobres sim. Pobres de espírito, de hombridade.
Cuidado! Vocês estão pisando sobre um povo sofrido e humilhado que quando resolver ir às ruas, passarão sobre vós como verdadeiros rolos compressores.
Nós, brasileiros, não aguentamos mais tanta corrupção, tanto descaso e humilhação.
Tânia - uma cidadã partidariamente posicionada à esquerda, mas que já está cansada de tanta desfaçatez.
Internacional
20 de maio de 2011 às 14:05
Ao vivo, na Espanha, a “revolução” da Porta do Sol
Cresce na Espanha a Revolução dos Indignados
O movimento que iniciou no dia 15 de maio, chamado 15-M ou a “revolução espanhola”, cresceu quinta-feira com panelaços que reuniram multidões em dezenas de cidades de todo o país para exigir a mudança de um sistema que consideram injusto. A revolta cresce a cada hora. Começou com uma convocatória nas redes sociais e internet para repudiar a corrupção endêmica do sistema e a falta de oportunidades para os mais jovens. A também chamada Revolução dos Indignados acusa, pela situação atual, o FMI, a OTAN, a União Europeia, as agências de classificação de risco, o Banco Mundial e, no caso da Espanha, os dois grandes partidos: PP e PSOE. O artigo é de Armando G. Tejeda, do La Jornada.
A Junta Eleitoral Central da Espanha proibiu em todo o país qualquer manifestação desde a zero hora de sábado até às 24 horas de domingo, dia das eleições municipais, em uma clara alusão às mobilizações do movimento cidadão Democracia Real Já que, desde o último domingo, ocorrem em repúdio ao modelo político e econômico vigente e que já se espalharam em escala nacional.
Alfredo Peréz Rubalcaba, ministro do Interior, declarou que o governo só esperava o pronunciamento da junta eleitoral para decidir se ordena à polícia dispersar os manifestantes. Enquanto isso, milhares de cidadãos indignados na Porta do Sol, em Madri, na Praça da Catalunha, em Barcelona, na Praça do Pilar, em Zaragoza, e no Parasol da Encarnação, em Sevilla, entre outras, voltaram a romper o cerco policial e, uma vez mais, repudiaram a política, banqueiros e empresários.
O movimento que iniciou no dia 15 de maio, chamado 15-M ou a “revolução espanhola”, cresceu quinta-feira com panelaços que reuniram multidões em dezenas de cidades de todo o país para exigir a mudança de um sistema que consideram injusto. A revolta cresce a cada hora. Começou com uma convocatória nas redes sociais e internet para repudiar a corrupção endêmica do sistema e a falta de oportunidades para os mais jovens e acabou se estendendo para a comunidade espanhola na Itália, Inglaterra, Estados Unidos e México, entre outros países.
No quinto dia de mobilizações a afluência aumentou sensivelmente, sobretudo em Madri e Barcelona, onde dezenas de milhares entoaram palavras de ordem durante horas. Uma delas advertia: se vocês não nos deixam sonhar, nós não os deixaremos dormir.
Os manifestantes desenvolveram métodos de organização através de comissões por setores – saúde, alimentação, meios de comunicação, etc. -, que decidem cada atividade. Nas assembleias gerais decide-se a estratégia e busca-se uma mensagem política unificada que mostrem as principais razões de descontentamento e protesto. Na quinta-feira, por exemplo, decidiu-se manter a mobilização até o próximo domingo, quando ocorrem as eleições locais, e, o mais importante, confirmar a convocatória para a manifestação deste sábado.
Mais tarde, a Junta Eleitoral Central declarou ilegais as concentrações, ao considerar que elas não se ajustam à lei eleitoral e excedem o direito de manifestação garantido constitucionalmente. De fato, desde o início da semana, todas as mobilizações, concentrações e marchas da “revolução espanhola” foram declaradas ilegais pela Junta Eleitoral de Madri. Em resposta, o número de indignados se multiplicou.
Depois de conhecer a decisão da Junta Eleitoral Central, o movimento cidadão decidiu simplesmente manter o acampamento, ao mesmo tempo em que ecoou um grito unânime: não nos tirarão daqui, vamos ganhar esta revolução. Em seguida, foi lido o manifesto original do movimento em uma dezena de idiomas. O texto aponta a classe política e os meios de comunicação eletrônicos como os grandes aliados dos agentes financeiros, os causadores e grandes beneficiários da crise. Advertem que é preciso um discurso político capaz de reconstruir o tecido social, sistematicamente enfraquecido por anos de mentiras e corrupção. “Nós, cidadãos, perdemos o respeito pelos partidos políticos majoritários, mas isso não equivale a perder nosso sentido crítico. Não tememos a política. Tomar a palavra é política. Buscar alternativas de participação cidadã é política”.
A também chamada Revolução dos Indignados acusa, pela situação atual, o Fundo Monetário Internacional, a Organização do Tratado do Atlântico Norte, a União Europeia, as agências de classificação de risco, o Banco Mundial e, no caso da Espanha, os dois grandes partidos: o direitista Partido Popular (PP) e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda.
A reação da direita
Desde a esquerda, há tentativas de aproximação aos indignados. O líder do governo, José Luis Rodríguez Zapatero, disse que é preciso escutar e ter sensibilidade porque há razões para a expressão desse descontentamento e dessa crítica. O líder da Esquerda Unida, Cayo Lara, defendeu o fim da submissão e do bipartidarismo, propiciado pela atual lei eleitoral.
Mas o setor duro da direita política e midiática reclamou com insistência a atuação policial para acabar com todas as mobilizações, sobretudo na Porta do Sul, e pediu inclusive ao Ministério do Interior para que adotasse meios violentos para assegurar esse fim. Uma das imagens do dia (quinta-feira) foi a do ex-ministro da Defesa durante o governo de José María Aznar, Federico Trillo, insultando com o dedo um grupo de cidadãos da revolução dos indignados.
As desqualificações mais fortes vieram, porém, dos meios de comunicação conservadores e da televisão pública de Madri, que acusaram o movimento de ser comunista, socialista, antissistema e de ter relação com o ETA. Um dos ideólogos da direita, César Vidal, foi mais além e depois de chamar, depreciativamente os manifestantes de “perroflautas” (tribo urbana também conhecida como ‘pés pretos’, formada por punks, anarquistas, hippies e ‘gente desocupada’), assegurou que estes jovens mantém contato regular com o Batasuna-ETA e que receberam cursos de guerrilha urbana, da Segi (organização de juventude da esquerda basca).
O movimento cidadão tem seu próprio canal de televisão, que transmite sem cessar as imagens da Porta do Sul (www.solttv.tv).
18:26 - PEC que cria piso nacional para policiais e bombeiros será defendida por frente parlamentar (1'29'')
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No dia 31 de maio, será lançada a Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300. No mesmo dia, será realizada audiência na Comissão de Segurança Pública para discutir a proposta em tramitação desde 2008.
Originalmente, os defensores da PEC queriam que os policiais e bombeiros militares recebessem o mesmo salário da categoria pago no Distrito Federal. Depois, a proposta foi apensada a outra PEC (PEC 446/09) que determina apenas a necessidade de um piso salarial para esses profissionais.
O autor da PEC 300, deputado Arnaldo Faria de Sá, do PTB de São Paulo, diz que a proposta é justa porque os policiais se expõem diariamente a risco de morte para defender a população de bandidos, colocando em risco inclusive a vida de seus familiares.
O deputado Delegado Protógenes, do PC do B de São Paulo, lembrou que atualmente os policiais vivem acuados em determinadas cidades. O deputado diz que a Frente Parlamentar é importante para priorizar a segurança pública, ao lado da saúde e da educação.
"Essa discussão prioritária se passa na uniformização de um piso mínimo nacional de salário para os policiais militares, trazendo a realidade também de mais verbas orçamentárias para o segmento da segurança pública. A exemplo de outros segmentos, a segurança pública se tornou um dos pilares de sustentação do Estado brasileiro, em que sair de casa hoje é tormentoso para o trabalhador e a trabalhadora."
Como se trata de uma proposta de emenda constitucional, o piso para os policiais precisa ser votado em dois turnos, com 308 votos favoráveis em cada um.
taxa de homicídio dolosos em São Paulo volta a ficar acima de 10:100 mil em abril
Os jornais anunciaram com alarde alguns meses atrás que São Paulo estava finalmente abaixo da zona epidemiológica de homicídios, definido em 10:100 mil.
Quem acompanha os dados sabe que, tomado um mês isoladamente, não foi a primeira vez que isto aconteceu nos últimos anos. Com efeito, a taxa de homicídios dolosos oscila em torno de 8,6:100 mil e 12,3:100 mil desde 2008...
Se tomarmos a população do Estado hoje (Seade, 41.586.768) vemos que a taxa de homicídios (356 em números absolutos em abril) volta a subir para 10,27. Em termos nacionais a taxa é invejável e, modéstia a parte, contribui de alguma maneira para o resultado.
Não vi nenhum jornal anunciar a volta de SP a zona epidemiológica de homicídios. Nem faz sentido fazer alarde sobre isso pois a taxa deve continuar oscilando em torno de 10 nos próximos meses.
Senhores deputados, vocês deveriam ter vergonha de levantarem-se todos os dias para ir TRABALHAR dizendo que estão representando o povo. Tânia - cidadã brasileira ludibriada todos os dias por seus parlamentares
Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.
Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil.
Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.
(10/05/2011)
Bruno Motta em Stand Up comentando sobre o caso Maria Betânia. O blog do Milhão!
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Paiva dá Detalhes de Agressão Sofrida Antes do Jogo do XV
Escrito por Ricardo Vasques
Qua, 11 de Maio de 2011 10:05
O vereador José Antonio Fernandes Paiva (PT) contou, em detalhes, como foi o episódio que culminou na agressão sofrida por ele e seu filho antes da partida entre XV de Piracicaba e Guarani, pela final do Campeonato Paulista da Série A2, na noite do último sábado (7). Além de ter recebido de policiais militares golpes de cassetete nas costas, Paiva foi algemado e levado à delegacia, onde permaneceu por cerca de duas horas.
Ao usar a tribuna em reunião ordinária na noite desta segunda-feira (9), Paiva reafirmou seu respeito pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, mas defendeu o afastamento dos envolvidos no caso de agressão. "É necessário que o comando da Polícia Militar de Piracicaba tome atitudes urgentes sobre o que aconteceu não apenas comigo. Porque ter uma filha de 1 ano e 8 meses olhando para as costas de um pai ––que resolveu, ao sair da Guarda Mirim, defender trabalhadores no movimento sindical e ser eleito vereador para defender a população de Piracicaba–– e a criança, vendo uma marca do hematoma que eu estou nas costas, enfiar o dedo e falar "Dodói, papai?", aí o homem precisa ser muito homem para buscar em Deus o apoio para não ter uma atitude irracional", desabafou Paiva.
O vereador classificou de "atrocidade" o episódio que levou à agressão, ocorrida na véspera do dia das Mães. "Gostaria muito que o sargento Santa Rosa e os policiais militares Gilmar, Canuto e Wilson pudessem ter o orgulho de sua mãe pelo exercício da profissão que escolheram, porque a minha mãe estava ao lado, no Cemitério da Saudade, diante da atrocidade e descontrole emocional praticado pelo sargento Santa Rosa", relatou. "Este vereador e conselheiro do XV de Piracicaba ––tendo abordado um torcedor do Guarani identificado com um rojão, que ameaçava acendê-lo contra a torcida do XV–– dirigiu-se às viaturas presentes da Polícia Militar, que estavam próximas do ginásio Valdemar Blatiskaukas, e solicitou que intercedessem e parassem essa pessoa que portava a bomba", continuou.
"Como ele começou a correr, nós corremos juntos os quatro da primeira viatura, depois dois das outras viaturas. Felizmente, os últimos "travaram" esse torcedor próximo ao portão da rua Moraes Barros, momento em que o rojão foi passado para trás, para uma pessoa de camiseta marrom", disse o vereador. "Ao indicar essa transferência da bomba para outro torcedor, recebi uma pancada nas costas, desferida pelo sargento Santa Rosa, que inexplicavelmente foi intervir, uma vez que sua função era a de revista dos torcedores que estavam à porta do Barão da Serra Negra, na avenida Independência", criticou Paiva, que elogiou a conduta dos outros policiais. "Nenhum dos seis policiais que me acompanhavam para deter esse torcedor com a bomba fez qualquer ameaça à minha pessoa. Por isso, volto a afirmar o meu respeito pela corporação da Polícia Militar do Estado de São Paulo."
AMBULANTES Paiva também apontou falhas na forma como a polícia reagiu à presença de vendedores ambulantes nas imediações do estádio que recebeu a final da Série A2 do Campeonato Paulista. "Após os ambulantes terem conseguido a autorização legal da Prefeitura para trabalharem nas imediações do Barão da Serra Negra ––certificados de que estavam agindo corretamente pela Guarda Civil, numa atitude educada, cavalheireseca e firme––, vem a Polícia Militar com uma forma de abordagem não-recomendável, dizendo: "Vazem daqui, não quero ver vocês aqui", impedindo que eles pudessem vender o produto, já que a maioria ainda estava sob consignação, pois, com o dinheiro, muitos deles fariam no dia das Mães a reunião com suas mães", relatou Paiva.
Ao final de sua fala, o vereador reforçou as críticas a alguns integrantes que formam o que ele classificou de "polícia que não respeita limites". "Desta Polícia Militar nós não precisamos em Piracicaba. A polícia que queremos é a que a capitã Adriana [Cristina Sgrigneiro Nunes] trouxe aqui para nós e a que o capitão Geromim [Valente] fez no jogo anterior do XV. A polícia que não respeita limites não é uma polícia que recomendamos", disse Paiva. "Quero deixar aqui a minha confiança de que esses atos não passarão impunes e que os motivos que levaram à agressão a esse vereador e conselheiro do XV sejam apurados, até que esses policiais citados sejam afastados das ruas para deixar a população mais tranquila com sua ausência das atividades externas ao quartel", concluiu.